09/08/2016

Po-si-ti-vo


Estamos bem. Num barquinho que segue em frente, apesar da correnteza, do vento do norte e dos contra-tempos, a gente tá indo.
Sinceramente, este é um momento iluminado. Cá estou, ao som de Caju do meu coração, Um Trem Para As Estrelas, com uma paz que me cobre, me conforta e me embala.
Como de costume, tive minha crise mensal e agora passou, tá tudo indo.
Semana mais corrida que essa é difícil de encontrar no meu histórico, mas valeu cada segundinho. Festinha de aniversário da vovó, cineminha com correria, conversas madrugada a dentro pra fazer o medo passar, foi tudo bem proveitoso.
Normalmente quando tenho crises de ansiedade durante a noite tento não acordar ninguém e resolver de forma silenciosa, porém consideravelmente mais dolorosa e angustiante. O problema de querer travar guerras internas só nos meus extensos diálogos com Deus é que, as vezes, demora um pouquinho até que meu cérebro mande a mensagem de "calma, já passou" pro restante do meu corpo o que é meio chato e assustador na hora. Então, quando tudo se torna uma constante, preciso de ajuda dos experientes, e com isso entente-se: minha mãe.
Me dá dó ter que acordá-la no meio da noite, sabendo que amanhã ninguém vai ligar se ela passou cinco horas conversando com a filha e passou as demais horas de sono acordada preocupada tentando encontrar mais argumentos para tranquilizar a menina. Por essa razão e também pelo respeito as horas de sono obrigatórias que todo ser humano deveria dormir deixo essa cartinha mágica na manga. Só que nem sempre dá pra ficar nessas. Aí ela entra.
Milagrosamente assim que minha mãe assume o caso tudo parece convergir para um final feliz. Não duvido que toda a bondade e energia positiva dela seja responsável por todos os caminhos ensolarados que começam a surgir a partir daí. Sério, é impressionante como existem pessoas boas como ela. E não é porque é da família, só é assim. Incrível. Ela sim é iluminada.

Long story short: depois de um tempo travada na vida, no desenho, no sono e no avanço, voltamos ao curso normal. Estou mais tranquila e, pelo menos por agora, mais motivada pra fazer não só minhas tarefas normais como desenhar pras aulas e tal, mas também pro portfolio e todos os lances pré-Canadá.

Tô resfriadinha de leve, só que agora minha postura mudou com relação a saúde. Agora, minha estratégia e falar sempre que fico apreensiva frases positivas, então "sou saudável, minhas células são todas perfeitas e trabalham pra que o corpo fique sempre funcionando direitinho e tudo esteja bem" e é assim que lido com esse assunto que costuma me tirar um bom tempo de vida pra me preocupar. Até agora funciona super bem. Meu avô sempre diz que a partir do momento que se pensa em algo seu cérebro já enviou a mensagem para o restante do corpo então, o pensamento é ação e não há pausa para avaliação. Ou seja: fale coisas boas e você terá coisas boas internamente, siga o raciocínio e evite falar merda. É bem bonitinho, se for parar pra pensar, uma cultura de boas ideias e com isso bom funcionamento do corpitcho. Vovô é um visionário, tem que viver até os 150 anos.

É engraçado que se eu tivesse feito essas desenhos ia tá frustradíssima, achando tudo um horror, mas como não fui eu tô achando lindo e conceitual. Vai entender.


Além disso tudo ganhei uma máquina de escrever! Sim, é a coisa mais lindinha, minha Olivetti Lettera <3. Uma gracinha, assim que der vou levá-la no centro pra arrumar umas teclinhas meio soltas e logo redigindo meus textinhos numa máquina de escrever autêntica ~que emoçãaao~. 
Fiquei toda felizinha quando ganhei e fui mostrar pra todo mundo né? Claro.
O melhor foi ver a cara dos meus avós. Literalmente "Filha, você vai usar de enfeite? Ah, claro que sim, né, pra que ia usar uma coisa velha dessas."  e eu explicando que queria usar mesmo e eles sem entender nada e falando sobre como os jovens são esquisitos e que isso era voltar atrás dos avanços que não fazia sentido, tão bonitinhos!
Sei que pode parecer algo de gente com cabecinha quadrada, mas sei que o que eles estavam tentando processar era a nossa tão frequente retomada de antigos métodos. Como na époica deles nenhum gostou nem se adaptou ao uso das máquinas (segundo minha vó "Nunca tive paciência pra usar essas coisas, não. Deus que me livre" ♥) e aí ficam meio perdidos.
Realmente, quem diria que os jovens revirariam o passado atrás de hábitos e coisas ultrapassadas pra se sentirem mais vivos e menos robóticos? Tapa na cara dos criadores de tecnologia inútil. Não agrada e só aumenta o vazio. Eu que o diga.

Enfim, estou bem, cultivando pensamentos positivos e numa tentativa de mudar meus hábitos para algo mais próximo do ideal. Vamos ver como é que sai esse mês de agosto ~

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