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06/05/2023

Nunca é pouca coisa, mas pelo menos agora é um montão de coisa boa

As coisas tão indo muito muito bem. E eu tava sentido que tava tudo muito muito bem, mas agora olhando pro branco do post me deu aflição de começar.

Medo de que? Confesso que me assusta sentir um aperto no peito nesse momento. O blog tem sido meu refúgio por tantos anos, literalmente mais de uma década. Sentir ansiedade de pensar em postar me parece um pouco desesperador, mas por agora vou passar por cima dessa sensação e afirmar que foi algo momentâneo e que não vai voltar. 

Sei lá, vai ver é efeito colateral de aniversário. Tava achando diferente demais nenhuma deprêzinha de niver. 

Bom, vamo lá. Ser apesar disso. Acima disso. 

Aconteceu muita muita muita muitamuitamuita coisa, é claro.

Dentre elas, mesmo antes da revolução que foi a viagem pra Porto-HolandaBarcelona-Algarve, assim mesmo, com os traços pra indicar os hiatos em que tive que trabalhar e perder anos de vitalidade (GASTANDO EM EUROS), muita coisa já tava cozinhando por aqui. 

Ainda não consegui decidir se minha nova psicóloga é muito boa ou se eu que tô numa fase de muita resolução e avanço de vida. 

Pausa.

Fast forward em 1h porque parei pra rever o blog e entrei num buraco de minhoca de memórias revendo retrospectiva, que foi pra lista de desejos, que foi pro MAL, que foi pro pinterest, deu ansiedade e voltou.

Depois das poucas sessões que fiz com o menino da fenomenologia (que pena que não durou, mas infelizmente só consigo pensar nele como "menino", talvez "migo", mas nunca psicólogo kkcry) passei a tentar falar menos "tenho ansiedade" ou "sou uma pessoa ansiosa" e atribuir a sensação a momentos. Só que agora eu menciono ansiedade com tanta frequência que não sei se ajudou muito... 

Bem, já faz um tempo que olhar o pinterest era algo que me causava desconforto. Desconforto esse que sei bem do que é feito, mas que segui e sigo empurrando pra baixo do tapete. 
Eu sei que não desenhar ou produzir nenhum tipo de arte não é o ideal pra mim. Desde a pandemia comecei a cavar o abismo entre mim e arte, tenho plena consciência disso e me encontro bem aí, na parte mais funda, sem escadinha.

E assim, eu sei. Eu sei eu sei eu sei e odeio que eu sei. Porque depois de tantos anos fazendo outras coisas, descobrindo e aperfeiçoando partes de mim que importam e me inserindo em espaços que também fazem sentido além da arte, sinto que enferrujei e isso acaba comigo. 

Então afundo a cabeça na areia, daí surge o pinterest cheio de coisas que combinam comigo e eu sofro.

Sabe, em Barcelona conheci o Jacob, um professor de arte austríaco. E conversei com ele fingindo que os nossos mundos ainda eram parecidos, que eu vivia a mesma coisa que ele. Só que era Cami de 5 anos atrás falando com ele, costurando retalhos de vida atual pra tentar não acabar com a fantasia. 

Por ter tido frustrações com o meio "ilustrador/artista/designer" aqui em sp nos últimos anos acabei me afastando propositalmente dessas pessoas e, sem esse "incentivo", acabou que me afastei das coisas boas também e demorei a perceber que fazia falta. 

Agora que tem um buraco enorme, evito olhar muito pra ele. Fecho o pinterest e volto a escrever. Hahaha.

A parte boa é que isso vai mudar. Esse ano, que parece estar finalmente começando, eu e Nathi vamos fazer A Retomada . Tô confiante e esperançoso. Vai rolar.

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Fora isso, tem mais várias pautas na agenda. Claro que a maioria delas não vai sequer beirar o post, porque já tô cansando e mal comecei a falar da viagem... Ai ai.

Consegui um novo emprego. IHU, senhoras e senhores.

Depois de prometer a mim mesmo que eu sairia da empresa até abril e passar por uma frustração de, não só não sair antes de abril, mas também viajar trabalhando 2/3 do tempo e FAZER ENTREVISTAS também nesse meio tempo, finalmente a glória veio. 

Na moralzinha, não é lá tuuuudo que criei na minha mente. Meu convênio médico agora vai ter coparticipação (esperava mais, dona Gympass), meu salário não vai aumentar drasticamente, nem os benefícios, mas sabe o que? Foda-se, eu tô MUITO FELIZ. 
Eu almejo essa vaga há mais de ano, é meu primeiro degrau. E se tem algo que sei fazer bem, é ralar pra subir escada corporativa em tempo recorde. Então assim, só alegria.

Depois da dissociação que foi o período pré-viagem, em que não consegui sequer pensar ou contar pra minha psicóloga que eu ia viajar, porque o desgosto de ter que trabalhar era tanto que não dava nem pra pensar em planejar nada, agora é tempo de festa, orgulho e respiro.

Terça-feira vou ter a famosa conversa com minha chefe (e meu ex-chefe) e ver até quando trabalho. Minha data pra começar na vaga é só em junho, então minha ideia é tentar pegar pelo menos 2 semanas de descanso. Duas semanas tal qual o tempo de férias que me foi negado, olha só como o mundo dá voltas, menine. ✨ 

Pois é, o trampo veio, agora é seguir riscando os itens da listinha de desejos. Daqui pra cima.

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Cansei já. 

Queria que o post se materializasse diante de mim, prontinho haha.

Como não é o caso, vou tentar fazer um apanhadão pra finalizar e dormir (aham, sei).

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Primeiro, deixo aqui documentado que, no período de 20/04 a 23/04, eu fui a pessoa mais gostosa e desejada de Barcelona. Não sou eu que decido, é a voz (e as encaradas) do povo. 

Sério, além de toda arquitetura de tirar o ar, aquela cidade me deu a confiança de milhões que nunca existiu em mim. 

Lá o padrão é encarar. Encarar se acha bonito, feio, esquisito, se tá tentando decidir o que achar. É a norma. 
Como uma pessoa não binária bem longe de casa, no começo foi meio assustador. Mas pagando caro e com cada minuto sendo um minuto a menos da minha viagem, graças a deus meu cérebro criou o interruptor "grande goxxxtosa" e deixou colado com fita isolante até o embarque de volta pro Porto. 

E quando as pessoas falam "ai, quando você se sente bem, os outros também te veem desse jeito". E ESSA MERDA É VERDADE, SABE???!!! Assim, acho uma palhaçada que uma frase trouxa dessas seja verdade, mas... realmente kkkkkkcry.

Saímos 2 vezes a noite e, cara foi incrível. Nunca me senti uma pessoa desejável. Sequer é algo que me passa na cabeça, afinal o espectro ace tira muito da minha percepção nesse quesito. Mas, sério, foi surreal. 
Fiquei com um monte de gente, o que, com certeza confirma que "quantidade ≠ qualidade", mas peneirando pra focar nas partes positivas, foi algo importante pra me ajudar a entender que, sim eu posso e quero me relacionar de novo.

Óbvio também que a única pessoa com quem fiquei e gostei foi também a ÚNICA que não peguei nenhum contato e ficará pra sempre assombrando a minha memória com tudo que a gente poderia ter tido (amo a ideia de você, Edward, na minha cabeça você é o único norte-americano branco que presta KKKKKK). Mas tirando isso, ter experimentado depois de tantos anos toque e troca foi importante.

Já faz um tempo que me enrolo no bumble e fico evitando todos os possíveis "sim" e essas experiências me fortaleceram pra olhar pra situação aqui em casa e pensar "acho que agora vai" hahaha.  

Ainda tenho algumas coisinhas pra fazer antes de cavar tempo pra encontros e beijinhos, mas agora parece bem menos distante. Progresso.

Confesso que ainda tô um pouco insuportável pensando "ain mas eu queria mesmo uma boquinha estrangeira hihihi", mas logo eu paro de graça.

Até porque, antes de mais nada ainda tem bastante coisa preu resolver antes de andar com isso.

Tem emprego, aparelho, tirar os sisos, ver se vou me mudar ou não esse ano, começar a fazer exercício, desfazer minha mala e tentar ser um ser humano funcional dentro de casa... Só pra listar algumas coisinhas básicas e de curtíssimo prazo. 
O brilho nos olhos vai já desaparecendo, vê? 🫠🫠🫠

Pois é.

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Agora, sobre sair de casa.
Pra encerrar também, porque tô cansadim.

Não é de hoje que minha casa tem se tornado um local de anulação ao invés de conforto. Eu e minha mãe infelizmente temos o mesmo mau hábito de se esvair e passivamente se acostumar às condições ruins que possam aparecer. A gente só... deixa ir. E isso é um atraso de vida que não posso me permitir ter. 

Antes tava claro pra mim que a solução era sair daqui pra resolver. Agora, depois de 3 (só três!) meses de terapia com a Aline, comecei a me questionar se não seria possível e imensamente realizador transformar a situação aqui de casa pra melhor e voltar a cultivar a relação com a minha mãe, que foi ficando soterrada por todos os problemas externos que anulavam e anulam a gente.

E putz, como isso é difícil! Porque parece algo ótimo, mas o trabalho emocional e físico que isso envolveria é enorme. E mudar seria mais simples, porém, todavia, entretanto... Enfim, um dilema.

É uma escolha que não tava visível e que agora complicou tudo, haha. 

As coisas podem ser boas dos dois jeitos. Eu posso, em teoria, dar uma melhorada na vida atual antes de me mudar. Só que pra isso preciso me mexer. E tá difícil.

Infelizmente a viagem não teve efeito nesse ponto. Voltei e continuo virando parte da mobília aqui em casa. Deixando pra amanhã a tarefa, o cozinhar, o arrumar, o "vamos chamar alguém pra consertar o filtro?". 

Sair dessa inércia é um dos grandes desafios dos quais tenho me esquivado nos últimos anos. Me escondi muito bem atrás da faculdade e das dificuldades no trabalho, sobrecarregando minha mãe no meio do processo. 

Sei que não dá mais, mas não quero sair da cama quentinha da autocomiseração. É foda. Espero conseguir me mexer.

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Adoro que consegui fazer um 180º de várias pautas boas e felizes pra um dilema que me come o sono, bem na hora de terminar o post. 

Incrível, um talento eu diria haha.

Pra não ficar tão pesado, colo com lantejoulas a experiência catártica que foi assistir Moonage Daydream durante o voô de volta pra casa.

Como é sempre um acontecimento pra mim assistir filmes estando só, tenho aproveitado as poucas viagens longas que fiz pra preencher esse vácuo. 

Moonage Daydream foi muito mais do que eu poderia esperar. Queria muito ter tido a chance de assistir em algo maior e mais imersivo do que a telinha minúscula do assento do avião, mas mesmo isso não diminuiu o impacto.

Dependendo do dia e se durar muito, pensar no David ainda dói. Agora mesmo, no meio tempo de pesquisar um pouquinho já me faz segurar lágrimas e uma tristeza que não tem cabimento e nem fim. 

Por isso, acabo ironicamente me afastando de consumir muita coisa de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Dessa vez arrisquei e fui ver o filme pra me distrair do moço que tava do meu lado, que era do tipo homem de meia-idade legal/chato que é bem intencionado, mas fala demais e cansa.

Foi maravilhoso. Fazia pelo menos 5 anos que eu não via um vídeo dele, então assistir a 2 horas de colcha de retalhos entre passado e presente-passado-vivo foi... Muita coisa. 

Fico feliz de ter tido a oportunidade.
Essas coisas que a gente não sabia que tava precisando, bem assim. 

É com essa sensação de aperto bom no peito que quero terminar.

Aparentemente, todo tempo do mundo pode passar, mas quem conduz o meu barquinho salva vidas é um homem-alien-entidade com uma das pupilas maior que a outra. 

Que bom.

20/12/2022

Tô fechado pra balanço, meu saldo deve ser bom


 Eu nem sabia que tinha uma música cantada pela Elis Regina com esse nome, feliz de descobrir e de casar bem com o tema do post haha.

Bem, fim de ano chegou, minhas férias começaram hoje e, desde que terminei o tcc, sinto que algumas coisas foram aparecendo e ficando na minha cabeça.
Em setembro de 2018 voltei do Canadá. Fiquei de molho até fevereiro de 2019, quando comecei faculdade e meu primeiro (e único) estágio, depois tivemos 2 anos sequestrados pela covid e agora, em 2022, ainda que sem fim de pandemia, as coisas aos poucos vão tomando novas cores.
Tive um emprego, mudei desse emprego, conheci gente nova, aprendi muito, me engajei (ainda que por hora apenas conceitualmente) politicamente, revi gente querida, fiz minha cirurgia... Foi tanta coisa e sinto que não mudei, só me tornei muito mais eu do que eu sabia ser. 
Por isso, nesse finzinho de dezembro, que anuncia o meio-fim dos meus vinte e quatro anos, parece que tem uma luz piscando aqui dentro me avisando que é uma boa hora pra parar e olhar pra tudo com atenção e cuidado.

Cuidado e conforto foram palavras que descobri nortearem grande parte das minhas necessidades pra viver. Falei tantas vezes essas duas ao longo desse ano que não tenho nem como contar e isso é um ótimo sinal de como estou consciente da importância delas. 
Para além das duas, também percebi qual era a última da tríade que faltava. Na verdade, não sei bem se cabe numa palavra, mas pode ser descrito com algumas expressões: "encher o peito de algodão" "respirar e sentir vida entrando" "ver e sentir o topo da cabeça expandir". 
Acho que isso é o mais próximo de sinestesia que consigo chegar. Só de ler essas palavras, me transporto pra alguns momentos, reais e imaginários, que fazem com que façam sentido. Curiosamente, acho que "Faiscante" tem tudo a ver com elas também. 

Cuidado.
Conforto.
Faiscante. (faiscar? fagulhar?)

É bom saber o que a gente precisa pra poder ir buscar. Durante esse ano, na medida do possível tentei me proporcionar conforto, agora mais pro final me permiti iniciar processos de cuidado e, pra 2023, quero ativamente me esforçar pra ter mais momentos que me encham de vida e ultrapassem o sobreviver.

Olhando pra trás, não me lembro de ter chegado tão perto de finalizar uma wishlist do que esse ano. Claro, em grande parte são desejos materiais, mas ainda assim são coisas que eu queria e, em especial nesse ano várias delas se relacionam com ações de cuidado e realização, muito mais do que um simples querer motivado por estética.

Nesse ano também fiz uma brevíssima lista de desejos para 2022 aqui no blog e eu praticamente COMPLETEI ela! Ou uns 70% dela, o que já tá bom demais pra esse período regido pelo caos ahaha.

A maioria dos tópicos era sobre mandar mensagem pra amigos meus, ficando faltando só retomar contato com a Giully, Hikaru e Sebastian. Outros vários eram sobre a cirurgia e por fim tinha os desejos bem específicos mesmo, desde colocar aparelho até fazer cosméticos em casa de novo.

O que ficou faltando em 2022 e que pretendo repassar pra desejos de 2023 é o seguinte: 
  1. retomar contato com a Hikaru
  2. retomar contato com a Giully
  3. planilhar o consumo de casa e encontrar alternativas ecologicas
  4. colocar aparelho
  5. retomar a produção de cosméticos em casa
  6. Fazer novas tatuagens
Além deles, vou adicionar mais algumas coisinhas, inclusive acho que vou colocar isso lá na wishlist numa nova sessão de "life goals" ou algo assim, pra separar entre compras e ações e ter mais visibilidade pra me instigar a seguir firme e forte.

Sei lá, talvez eu esteja superestimando 2023. Como meu primeiro ano com mais tempo livre, tô jogando tudo que gostaria de ter feito antes pra ele e, bom, sei que minha tendência é entuchar os dias de coisa pra "agilizar" e depois acabo me lascando haha. 
Vou tentar ir com calma e planejar um pouquinho mais os tempos de cada coisa, até pra ver o que vai ter que ficar de fora ou sem previsão, pra não transformar as realizações em pressão.

Em geral tô bem feliz e confiante, o que já é bem bom considerando o estado de cansaço e desânimo que eu vinha apresentando nesse último semestre.

Só pra ficar registrado, já que fiquei meio frustrado de não ter histórico, vou deixar aqui minha wishlist 2022 praticamente completinha, por ordem cronológica:

    ✅ Headphones confortáveis
    ✅ Cirurgia 05/02/22 ♥
    ✅ Livros novos (tem livro pra uns 3 anos k k)
    ✅ Retomar contato com pessoas que importam
    ✅ Passagens pra Portugal
    ✅ Roupas novas
    ✅ Casacão Sobretudo
    ✅ Lota, escova seca e raspador de língua (Holistix eu te amo)
    ✅ Protetor solar mineral
    ✅ Óleos essenciais (no limbo da shopee 🥲)
    ✅ Batedeira (meu primeiro eletrodomésticooo)
    ✅ Bota Chelsea 
    ❌ Camisetas de gola alta
    ❌ Novas tatuagens
    ❌ Ecobag Estilosa (se tudo der certo, descolo essa ainda esse ano)
    ❌ Processador de alimentos

É cara, esse foi o primeiro ano em que me permiti comprar coisas e usar o meu dinheiro a curto prazo. Ao todo deve ter sido uns 7k, fora cirurgia. E assim, que ótimo. Estou aprendendo a priorizar o meu agora e me dar conforto sempre que me for possível. 

Muito doido (e doído) como me privei de acolhimento por tanto tempo e agora preciso entender como é que se vive podendo se cuidar e até onde ir, quanto segurar a onda, quanto soltar a corda. Complexo haha.

Enfim, saldo positivo.

04/01/2017

POSTAGEM DE ANO NOVO OH YEAH (Pt.1)

Pra você, Nath <3

Depois do que considerei serem vários sinais do universo, me convenci de que colocar no papel metafórico os acontecimentos bons do ano passado é uma excelente ideia e provavelmente vai me fazer bem.
Primeiro teve a Louie (aliás, ela é diva suprema, vídeo aqui) falando da listinha dela, depois a Jéssica (outro amor da minha vida óbvio, vídeo aqui) e então a Nath com o post dela (no qual ainda comentarei, diga-se de passagem) e bem, acho que depois do terceiro sinal seria burrice não parar pra pensar nisso, certo?
Então é isso mundo, cá estou super agradecido por ter sinais concretos me apontando a direção pra algo que com toda certeza terá um resultado positivo na minha vida. OBRIGADA, DE VERDADE.

E é ao som progressivamente livre de preconceitos que escrevo este post ao som de nada mais nada menos que Taylor Swift e mais um monte de artistas para os quais passei tempo demais torcendo o nariz por razões bestas e superficiais exatamente por acreditar que estes mesmos artistas eram "bestas e superficiais". OH YEAH em maiúsculas, 2017 kicking in cheio de mudanças pra bem desde já ❤!

Tá, então bora lá ~

Na fila da vida:

1) Fui no Lolla sozinha e amei.

No início de 2015 eu saí a beira das lágrimas de uma sala da fecap enquanto eu tentava fazer um teste pra bolsa, eu ia a todas as consultas médicas com a minha mãe como porta-voz falando todo o meu histórico e só dava oi e tchau pros médicos, tinha desespero até de entrar num provador de loja sozinha sem alguém comigo ou ao menos "me esperando".

Caralho, sabe? É uma mudança gigante! Sei que desde que entrei na fecap meu nível de amadurecimento e auto-confiança pra essas paradas de socialização aumentaram absurdamente, mas eeei no começo de 2016 (o Lolla foi em março) eu tava completamente abandonada pelo conforto da escola, da rotina e das responsabilidades claras, era um mar de oportunidades que só dependiam de mim e da minha desenvoltura e confesso que muitas delas eu fechei a porta sem nem olhar duas vezes, mas eu fui num festival enorme de música sozinha sem medo de ser feliz e botar a cara no sol. EU que tinha crises tentando pedir um lanche no Mc Donald's quando era pequena, eu que tava morrendo de medo de entrar na fecap e fazer um técnico achando que seria "muito mais do que eu era capaz" e no fim tive o melhor TCC do curso. Sabe, foi um triunfo muito grande, embora na hora eu não tenha me dado o devido crédito. 

Ok, agora vou parar porque senão vai ficar muito egocentrico (e na mesma proporção em que sinto que preciso, sim, de um pouco de narcisismo aqui, também não é pra exagerar. Só o necessário pra compensar todos os pesos que eu coloquei em mim mesma quando me joguei todas as vezes no poço da vida nesse 2016 conturbado. )

2) Assisti ao show do Twenty One Pilots, uma das bandas mais importantes da minha vida!

 3) Fiz um curso com fucking Carlos Luzzi meu ex-ídolo e mesmo depois dele ser super rude e ríspido comigo, continuei até o fim aguentei firme toda a auto-crítica e despedestalizei (novos termos, a gente vê por aqui né c:) aquele babacão.

4) Me informei, achei e terminei de pagar um curso de animação no Canadá!!! Gente, isso é tão surreal que eu mal acredito em como deixei isso passar sem nem me ligar no quão avanço isso significou! 
Eu morria de medo de sair do país, minha mãe falava de intercâmbio e coisas assim desde os meus 14 acho e só de pensar me dava aflição e medo de tu-do. E agora tô indo não só por minha conta, mas também pro país no qual eu sempre quis morar, tô indo por um impulso meu e só meu. Cara, isso é muito demais!!!

5) Quebrei a cara feião com o Ronaldo. É, foda-se os segredinhos, existem trilhões de ronaldos por aí, então que seja. 
Esse ano foi cheio de revelações sobre ele, sobre o que a gente teve e tudo o mais. Ele realmente gostou de mim e isso já é uma grande coisa, porque correspondência nessa minha vida é algo bem difícil. Mesmo tendo tido várias crises por causa dele e das quase incessantes retomadas ilusórias da nossa pseudo-história de amor, tudo isso me fez amadurecer muito e ter experiências que tenho certeza de que no futuro vão me ajudar a lidar com as coisas de uma forma mais leve. 
É muito louco escrever e pensar nisso, mas estou feliz de ter sofrido tanto agora, porque daqui pra frente tem muito chão e queridões I'M UP FOR NO SHIT! 
Uhum, me sinto casca grossa hahah. Mentira, depois de usar uma expressão dessas me sinto uma velhinha antiquada. Uma velhinha badass antiquada, ao menos ~

C-a-r-a. Neste momentinho em que acabei de escrever o tópico começou a tocar Hot n Cold da Katy. O universo tá bem em sync comigo meeesmo, meus caros!

6) Contei coisas muito significativas pra Lu! Sei que deveria ser o padrão a gente dizer tudo sem restrições pro terapeuta, mas essa é uma ardua tarefa pra mim sendo que a conheço desde os 5 aninhos de idade. Sabe, me abrir sobre questões profundas em geral já é difícil, mas falar de gênero e sexualidade foi um grande passo.
Ainda não cheguei num ponto "ideal", mas vamos trabalhando nisso, meta de ano novo, acho.

7) Cortei o cabeloooooo!! Parece besteira, mas só eu sei na alma o quanto isso foi libertador em todos os sentidos possíveis. Não só me deu um tapa na cara definitivo sobre ser genderqueer, mas também me fortaleceu muito, mesmo tendo passado por crises depois disso foi uma mudança que precisava acontecer e que me impactou demais. Pra bem <3.

8) Conheci e comecei a ter aulas com a Giully. Realmente transformou minha vida, sem brincadeira. Sou e acho que sempre serei grata a ela por tudo, pela doçura, gentileza, empatia e ser simplesmente uma das melhores professoras da minha vida, senão a melhor.

9) Doei 80 peças de roupa de uma só vez. Nem preciso comentar né? 10 pontos para Lufa-lufa, senhoras e senhores porque este foi um ato extraordinário de conscientização na vida deste leão aqui. 
E de acordo com minha memória relativamente boa pra esse assunto específico, comprei pouquíssimas roupas desde que doei as 80. OH YEAH²

10) Eu falei com uma moça da VFS e recebi UMA PUTA DUMA NOTA ÓTIMA no teste de inglês dela. E foi basicamente conversação, caras! Eu tava tão nervosa com aquela ligação, meu Deus do céu!!!

11) Descobri a graça do Youtube e encontrei vários canais que mudaram minha vida e seguem com isso <3 Os nomes aqui: Louie Ponto, Canal das Bee (óoobvio), Hugo Nasck, JoutJout Prazer, Para Tudo, Ariel Modara, Gorda de Boa (óooobvio 2.0), Mandy Candy (minha maravilhosa) e Muro Pequeno. Obrigada por existirem, integrantes divosos desses canais todos.

12) Recebi um vídeo surpresa de aniversário. Foi tão lindo. É tão lindo, tenho que reassistir porque aquilo tem que ficar 1000% gravadinho no meu coração. Aqueles poucos minutos são suficientes pra recarregar as energias em qualquer dia chuvoso na minha mente coisadinha.

13) Tive meu primeiro girl crush. Não sei até que  ponto é ok revelar aqui, mas nha foda-se. Any, sinceramente me deu muita vontade de comprar passagens pra Portugal só pra chegar em você e dizer como eu faria de tudo pra ser perfeita pra você e te deixar sempre feliz, porque olha, você é desulmbrante, e olha que nunca vi uma foto sua! Pois é, senhoras e senhores, se eu me interessava vagamente por garotas que passavam por mim, este foi um gostar bem sólido e presente. Sinceramente é aquele velho "me chama que eu vou", enquanto isso fica no stand by, mas existe.

14) Criei o Fígaro. Meu primeiro personagem consistente e que tem uma história que amo com todo o meu ser. Espero mesmo levá-lo adiante. Afinal, como minha mãe disse naquele mesmo dia em que o mostrei rascunhado "ele é meu eu masculino" e isso é tão significativo que até me faz sorrir agora que entendo melhor meu eu complexo e não binário.

15) Voltei a falar com você, Nath!!! Meu Deus deixei até por último porque acho que é uma das melhores coisas de todas. Sério, não sei o que seria de mim sem você na minha vida. É importante demais. Te amo tanto. Você sabe, não vou me estender porque a gente é aquele típico casal meloso que fica "ai amor, desliga você -- não, desliga você, amorzinho" etc etc, então né, vamos ter um mínimo de controle. Mentira, vou transgredir rapidinho: te amo mesmo chuchuzinho <3. 

Ok, câmbio desligo.

P.S.: Prometi praminha mãe que ia dormir cedo hoje... Não cumpri a promessa, mas como estou tentando, vou deixar esse post assim e depois fazer um sobre os aspectos legais de outras partes da minha vida, porque quanto mais eu contabilizar de coisa boa nesse ano, melhor.

25/09/2016

Progress? Progress


Yaaaaaaaaay ~
Doei aproximadamente 80 peças de roupa!
Agora meu guarda roupa tem 104 peças e pra passar eu tenho 30. 
Acho que são poucas as vezes em que me lembro de sentir uma paz de espírito tão grande quanto os dias em que faço essas doações. Me sinto uma pessoa melhor, realmente.
Agora acho que não consigo diminuir muito mais, mas de uma forma ou de outra já é um avanço a se comemorar. Sei que eu tinha em mente 111 roupas, mas revendo um pouco as necessidades acho que o ideal seria algo próximo de 120. Ainda estou 20 peças acima, mas eu chego lá haha.

Preciso me policiar com as compras daqui pra frente, porque sei que é num piscar de olhos que a gente acaba voltando tudo outra vez, então agora é muita força de vontade e, sei lá, bom senso.
Bem, era isso.

22/09/2016

Genderqueer é a maior libertação do universo


Assim, chorei .
Nesses últimos dias meu mood é o melhor possível, como já falei aqui algumas vezes (to postando mais rápido que coelhinho dando cria haha). Tudo isso porque estou me sentindo bem comigo! Lógico que sempre tem umas arestas pra acertar, mas em geral tá tudo lindo.
Pesquisei sobre identidade de gênero e por enquanto não sei ainda se posso me apegar a label de genderfluid, mas genderqueer foi a melhor coisa com que me deparei hoje.
De um vídeo do Canal das Bee pra outro do Hugo Nasck (não sei se é assim que escreve o nome dele, mas enfim, aquele maravilhose –usar pronomes neutros: uma coisa pela qual vale a pena se concentrar-) no meio dessas coisas lindas achei um TED de uma pessoa genderqueer e CARA foi a coisa mais inspiradora do mundo!!
Ele começou a falar e tal e contar um pouquinho da história dele, umas explicações sobre diversidade de gênero e tal. Daí chegou num ponto em que eu tava chorando, sentindo como se alguém tivesse me dado um abraço cerebral e arrumado todas as minhas sinapses pra mandarem só mensagens boas e resumindo: muito feliz e reconhecida.
Vou colocar o vídeo aqui no final, mas quero falar antes, então quem tiver interesse assista antes de ler, ou nem leia porque basicamente só vou repetir as coisas.
Ai, o papo das caixinhas foi o que me pegou mais forte! Esse era um tópico que me deixava muito em dúvida. Será que o que eu sinto não é só uma questão de curtir a caixinha “””””masculina”””” e na verdade sou só uma tomboy? Será que a questão da vestimenta e identificação não é opressão e na verdade nenhuma barreira existe então continuo sendo mulher cis independentemente disso tudo? Era o caos.
Então, imaginem minha alegria ao ver que o apresentadore do TED (que estava tode vestide e com símbolos masculinos all over) começa a falar sobre a mescla entre os dois espectros de gênero e que nada disso o torna menos masculino ou feminino, que na verdade é exatamente isso que o identifica como genderqueer: a liberdade de abraçar quaisquer símbolos, sentimentos, vontades e comportamentos. É PRA DERRETER O CORAÇÃO, NÉ?
Ai, foi só amorzinho. Enfim, acho que encontrei minha label. Mais do que encontrar um nome específico ou um conjunto de características específicas que me contemplem, a infinidade e imensidão do “meio” faz com que eu me sinta compreendida <3.
Nha, queria compartilhar isso com o mundo.




 P.S.: Esse é um post escrito as 00:52 do dia 22/09 no Word porque a NET não tava afim de fazer o sinal chegar até a minha casa. Pra você ver como eu precisava falar disso, não escrevo posts no Word há eras!

15/09/2016

Jonghyun me casa, pls

(o weheartit em manutenção e eu só com as imgs dos mozões no pc)


Ai ai, a gente até tenta ficar brava, mas fica difícil quando seu filho felino começa a entrar e sair da casinha dando voltas nela até finalmente atacar tudo que vê pela frente. Não sei o que seria de mim sem o Gordo. Provavelmente uma pilha de nervos capaz apenas de sentir rancor e raivinha.

É uma falta de caralho essa vida literalmente. Achei um binder por 10 fucking reais e, adivinha quem tá com a porcaria da conta bloqueada no paypal? Pois é.

Então, ainda não pesquisei sobre ser ou não genderfluid, mas gente se eu soubesse que ia me sentir tão bem usando minhas roupas  largas e vendo a confusão na cara das pessoas quando escutam minha voz feminina vs meu exterior tomboy, teria experimentado essa mudança muito antes.
Estou com alguns problemas com relação a voz, preciso treinar um tom mais grave. Também tem o probleminha de não fazer a menor ideia de como andar e me posicionar como um cara. Percebi que eles tem mania de segurar nos canos de cima do metrô, o que sinceramente é uma merda considerando que eu morro de calor e, assim, ficar de braço levantado me parece uma ideia péssima (sério, os caras não suam, não?).
Bom, tô precisando de um milagre pra arrumar o bendito paypal, porque olha PRECISO DE MENOS BUSTO NESSA MINHA VIDA.
Sério.

Ok... vamos resolver umas coisinhas de posts anteriores ~
Me desiludi com meu amigo lá. Bom, isso já era claro depois de ele ter sido ridículo o bastante de ficar comigo namorando, mas né, sempre bom reforçar. A gente se viu domingo, nada demais. Sei que ele quer alguma coisa. Tô bem foda-se. Não levo a sério gente que não se coloca no lugar do outro, ainda mais do parceiro.

Estou apaixonada por Harry Potter, como era de se esperar <3. Já descobri que minha casa é Lufa Lufa por motivos óbvios de: são tudo uns florzinha nessa casa, né nom.

Continuo me encontrando mais e mais no kpop outra vez, descobri que Dean é meu bae da v-i-d-a. Gente, as músicas dele são assim um eargasm <3. Junto dele tem também BTS que agora tá super fluffy, o que chega a ser divertido considerando que quando eles surgiram era quase um concorrente badass de B.A.P (que também tá tendo seus momentos algodão doce haha). Seventeen já era um chuchu então nem comento.

Neste segundo comecei a ouvir/ver JongHyun e devo dizer que: amei a capa do album dele e o visual do MV She is, portanto grandes chances de adorar tudo dele também, já baixando o rar. Fazer o que né, tons pastéis me cativam haha.
[O album é de-li-ci-o-so, deu até título pro post de tão divo, esse hómi.]

Ah sim, tô precisando de um tapa de realidade, porque passei essas semanas absorta de qualquer assunto burocrático que eu tenha que cuidar pra viagem. Sei que não é certo e até chega a ser presunçoso, mas fazer o que... As vezes a gente dá umas escorregadas.
Nessas minhas férias da seriedade também tive um leve impulso consumista e, bem, eu queria comprar tudo que via pela frente. Cheguei a lotar carrinhos de uns 5 sites diferentes e tudo coisa que não era de extrema necessidade. Não comprei nada, mas a vontade ainda tá aqui, me fazendo coçar de ansiedade.

Mentira, cheugei a pegar um copo. É, parece idiota e provavelmente é mesmo, mas sim comprei um copo de acrílico.
Fazia um tempão que eu tava atrás de uma garrafa térmica, porque tenho esse problema pra lembrar de tomar água e me alimentar etc e tal, então ter uma garrafa me pressiona a esvaziá-la sempre que possível. Só que como as térmicas tão por volta de 50-60 reais tava difícil a vida né?
Então, rodei as lojinhas japas atrás de alguma coisa e no fim, fui parar na puket comprando um copo laranja com uma estampa de panda feliz. Confesso que  me sinto um pouco como aqueles caras tatuados e carrancudos que nas horas livres fazem crochê haha.
Bem, sim me realizei com esse copo, por incrível que pareça. Ainda quero mais umas quinhentas camisetas e moletons, mas isso fica pra depois. /até porque a porra do paypal não me deixa fazer nada. aff/

Sumarizando minha vida: tô felizona como tomboy, pesquisando hábitos e gestual masculino, precisando de um binder urgentemente, precisando do paypal também urgentemente, ouvindo muito kpop, tentando parar de procrastinar e ir atrás dos preparativos pré-Canadá, lendo harryzinho.

Em geral, tô bem feliz. Umas coisinhas aqui e acolá pra acertar, mas é aquele ditado vamo fazê o que?

04/12/2014

Meu blog morreu...? NO!


Meeeeeeuô, eu to aqui! É isso mesmo mundo, eu não morri (que bom) e nem o blog, o que acontece são paradas temporárias. Like always minha vida foi consumida pela escola e, vejam só, agora  eu emagreço por estresse hahaha. 
Bem, tudo tem sido bem lindo, quer dizer, agora que acabou. Na hora em que as coisas acontecem ou estão prestes a acontecer eu sempre pareço apertar um botão mental em que está escrito "SURTE" e é bem assim haha. Eu tive dias alucinados, noites sem dormir, pesadelos e falei dormindo a beça (não sei escrever essa expressão, mas o corretor diz que é com "ç"... Então tá)
Estou de férias finalmente e mais do que nunca tenho mil e duas coisas pra fazer. Só coisas legais, claro. 
Me juntei a Ana, que provavelmente está lendo ou irá ler em algum momento quando lembrar disso aqui (haha), e agora nós somos FOXFIRE mais do que nunca! Bem, vou sair por aí deixando nossa marca na grande existência cinzenta e antipática que é a cidade de São Paulo. Bem da hora.
Além disso, muitas exposições pra ver, amigos pra rever e muito tempo pra passar... Lendo! Finalmente tenho tempo pra me dedicar as minhas doces e maravilhosas noites de leitura, tenho tanta coisa pra ler. Ando numa vibe meio aficionada por comic books então estou pra lá e pra cá a procura de artistas e de novels hahah.
As coisas vão muito bem com o Rodrigo também. O nome dele é Rodrigo... Acho que nunca falei diretamente dele aqui. É, somos bem felizes. Claro, temos alguns desentendimentos bestas, porque eu sou orgulhosa e me irrito fácil (amigos, vocês não sabem a sorte que tem, sou boazinha com vocês -hahaha), mas apesar disso ainda tem tooooooodas as coisas boas e fofosas de sempre que preenchem a gente.
Sei lá, eu não sei muito bem lidar com pessoas. Ok, já era de se esperar, mas cada dia ando mais revoltada. 
Como sempre também, eu e Ana somos iguais em todos os pensamentos e conceitos, o que ajuda muuuuito a passar essa angústia que me dá  quando vejo a situação das pessoas do mundo de hoje. Estamos perdidos nesse universo hipócrita e cheio de gente que oprime os outros nas questões mais banais e, o pior, nas mais importantes em que se deve ser LIVRE. Poxa, ando cheia de ideais revolucionários, mas não posso falar muito sobre isso com... Quase ninguém pra ser sincera. Claro, sempre tenho meu leão e todos próximos de mim, mas são tão poucos... Eu quero gritar pro mundo, fazer alguma diferença nesse monte de lama.
É, a vida anda como sempre, mas me sinto mais crescida do que nunca. Não digo isso como alguém adulto, mas como alguém de ideias maduras e também com a cabeça pronta pra formular argumentos que sustentem o que eu acredito que seja certo, isso me deixa tão completa. Me sinto inteira e me sinto crescendo enquanto já atingi um estado de... Sei lá, é como se eu finalmente me encontrasse e me afirmasse perante eu mesma. Algo como a verdadeira Camila que eu sempre esperei aparecer surgiu em mim e nada me deixa mais feliz do que isso. É bom ficar feliz com a gente.

Até me inspirei pra escrever de novo. Estou me sentindo mais confiante e dando maior vasão a tudo que penso, o que facilita bastante quando escrevo, já que não retenho mais nada e apenas deixo ir. Me sinto livre pra fazer quase tudo, ainda que algumas vezes escondida de quase todo mundo, ainda sou livre pra fazer o que eu  quero. Ninguém cuida da minha vida e eu aconteço da maneira que quiser e quando quiser, meu tempo é diferente dos outros as vezes e isso me deixa meio insegura se o  que faço beira o errado, mas com o passar do tempo cheguei a conclusão de que cada um atinge certas coisas em estágios diferentes e não importa se acabei ficando a frente ou pra trás, continuo sendo alguém decente e minha moral se mantém, talvez não intacta, mas na medida do  possível razoável.

Eu sou um turbilhão. Uma explosão, mudando tudo a minha volta, interna e externa, mutando coisas dentro de mim que antes eu achava que eram a coisa certa e agora me vejo transpondo e metamorfoseando minhas crenças. É bom.