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06/05/2023

Nunca é pouca coisa, mas pelo menos agora é um montão de coisa boa

As coisas tão indo muito muito bem. E eu tava sentido que tava tudo muito muito bem, mas agora olhando pro branco do post me deu aflição de começar.

Medo de que? Confesso que me assusta sentir um aperto no peito nesse momento. O blog tem sido meu refúgio por tantos anos, literalmente mais de uma década. Sentir ansiedade de pensar em postar me parece um pouco desesperador, mas por agora vou passar por cima dessa sensação e afirmar que foi algo momentâneo e que não vai voltar. 

Sei lá, vai ver é efeito colateral de aniversário. Tava achando diferente demais nenhuma deprêzinha de niver. 

Bom, vamo lá. Ser apesar disso. Acima disso. 

Aconteceu muita muita muita muitamuitamuita coisa, é claro.

Dentre elas, mesmo antes da revolução que foi a viagem pra Porto-HolandaBarcelona-Algarve, assim mesmo, com os traços pra indicar os hiatos em que tive que trabalhar e perder anos de vitalidade (GASTANDO EM EUROS), muita coisa já tava cozinhando por aqui. 

Ainda não consegui decidir se minha nova psicóloga é muito boa ou se eu que tô numa fase de muita resolução e avanço de vida. 

Pausa.

Fast forward em 1h porque parei pra rever o blog e entrei num buraco de minhoca de memórias revendo retrospectiva, que foi pra lista de desejos, que foi pro MAL, que foi pro pinterest, deu ansiedade e voltou.

Depois das poucas sessões que fiz com o menino da fenomenologia (que pena que não durou, mas infelizmente só consigo pensar nele como "menino", talvez "migo", mas nunca psicólogo kkcry) passei a tentar falar menos "tenho ansiedade" ou "sou uma pessoa ansiosa" e atribuir a sensação a momentos. Só que agora eu menciono ansiedade com tanta frequência que não sei se ajudou muito... 

Bem, já faz um tempo que olhar o pinterest era algo que me causava desconforto. Desconforto esse que sei bem do que é feito, mas que segui e sigo empurrando pra baixo do tapete. 
Eu sei que não desenhar ou produzir nenhum tipo de arte não é o ideal pra mim. Desde a pandemia comecei a cavar o abismo entre mim e arte, tenho plena consciência disso e me encontro bem aí, na parte mais funda, sem escadinha.

E assim, eu sei. Eu sei eu sei eu sei e odeio que eu sei. Porque depois de tantos anos fazendo outras coisas, descobrindo e aperfeiçoando partes de mim que importam e me inserindo em espaços que também fazem sentido além da arte, sinto que enferrujei e isso acaba comigo. 

Então afundo a cabeça na areia, daí surge o pinterest cheio de coisas que combinam comigo e eu sofro.

Sabe, em Barcelona conheci o Jacob, um professor de arte austríaco. E conversei com ele fingindo que os nossos mundos ainda eram parecidos, que eu vivia a mesma coisa que ele. Só que era Cami de 5 anos atrás falando com ele, costurando retalhos de vida atual pra tentar não acabar com a fantasia. 

Por ter tido frustrações com o meio "ilustrador/artista/designer" aqui em sp nos últimos anos acabei me afastando propositalmente dessas pessoas e, sem esse "incentivo", acabou que me afastei das coisas boas também e demorei a perceber que fazia falta. 

Agora que tem um buraco enorme, evito olhar muito pra ele. Fecho o pinterest e volto a escrever. Hahaha.

A parte boa é que isso vai mudar. Esse ano, que parece estar finalmente começando, eu e Nathi vamos fazer A Retomada . Tô confiante e esperançoso. Vai rolar.

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Fora isso, tem mais várias pautas na agenda. Claro que a maioria delas não vai sequer beirar o post, porque já tô cansando e mal comecei a falar da viagem... Ai ai.

Consegui um novo emprego. IHU, senhoras e senhores.

Depois de prometer a mim mesmo que eu sairia da empresa até abril e passar por uma frustração de, não só não sair antes de abril, mas também viajar trabalhando 2/3 do tempo e FAZER ENTREVISTAS também nesse meio tempo, finalmente a glória veio. 

Na moralzinha, não é lá tuuuudo que criei na minha mente. Meu convênio médico agora vai ter coparticipação (esperava mais, dona Gympass), meu salário não vai aumentar drasticamente, nem os benefícios, mas sabe o que? Foda-se, eu tô MUITO FELIZ. 
Eu almejo essa vaga há mais de ano, é meu primeiro degrau. E se tem algo que sei fazer bem, é ralar pra subir escada corporativa em tempo recorde. Então assim, só alegria.

Depois da dissociação que foi o período pré-viagem, em que não consegui sequer pensar ou contar pra minha psicóloga que eu ia viajar, porque o desgosto de ter que trabalhar era tanto que não dava nem pra pensar em planejar nada, agora é tempo de festa, orgulho e respiro.

Terça-feira vou ter a famosa conversa com minha chefe (e meu ex-chefe) e ver até quando trabalho. Minha data pra começar na vaga é só em junho, então minha ideia é tentar pegar pelo menos 2 semanas de descanso. Duas semanas tal qual o tempo de férias que me foi negado, olha só como o mundo dá voltas, menine. ✨ 

Pois é, o trampo veio, agora é seguir riscando os itens da listinha de desejos. Daqui pra cima.

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Cansei já. 

Queria que o post se materializasse diante de mim, prontinho haha.

Como não é o caso, vou tentar fazer um apanhadão pra finalizar e dormir (aham, sei).

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Primeiro, deixo aqui documentado que, no período de 20/04 a 23/04, eu fui a pessoa mais gostosa e desejada de Barcelona. Não sou eu que decido, é a voz (e as encaradas) do povo. 

Sério, além de toda arquitetura de tirar o ar, aquela cidade me deu a confiança de milhões que nunca existiu em mim. 

Lá o padrão é encarar. Encarar se acha bonito, feio, esquisito, se tá tentando decidir o que achar. É a norma. 
Como uma pessoa não binária bem longe de casa, no começo foi meio assustador. Mas pagando caro e com cada minuto sendo um minuto a menos da minha viagem, graças a deus meu cérebro criou o interruptor "grande goxxxtosa" e deixou colado com fita isolante até o embarque de volta pro Porto. 

E quando as pessoas falam "ai, quando você se sente bem, os outros também te veem desse jeito". E ESSA MERDA É VERDADE, SABE???!!! Assim, acho uma palhaçada que uma frase trouxa dessas seja verdade, mas... realmente kkkkkkcry.

Saímos 2 vezes a noite e, cara foi incrível. Nunca me senti uma pessoa desejável. Sequer é algo que me passa na cabeça, afinal o espectro ace tira muito da minha percepção nesse quesito. Mas, sério, foi surreal. 
Fiquei com um monte de gente, o que, com certeza confirma que "quantidade ≠ qualidade", mas peneirando pra focar nas partes positivas, foi algo importante pra me ajudar a entender que, sim eu posso e quero me relacionar de novo.

Óbvio também que a única pessoa com quem fiquei e gostei foi também a ÚNICA que não peguei nenhum contato e ficará pra sempre assombrando a minha memória com tudo que a gente poderia ter tido (amo a ideia de você, Edward, na minha cabeça você é o único norte-americano branco que presta KKKKKK). Mas tirando isso, ter experimentado depois de tantos anos toque e troca foi importante.

Já faz um tempo que me enrolo no bumble e fico evitando todos os possíveis "sim" e essas experiências me fortaleceram pra olhar pra situação aqui em casa e pensar "acho que agora vai" hahaha.  

Ainda tenho algumas coisinhas pra fazer antes de cavar tempo pra encontros e beijinhos, mas agora parece bem menos distante. Progresso.

Confesso que ainda tô um pouco insuportável pensando "ain mas eu queria mesmo uma boquinha estrangeira hihihi", mas logo eu paro de graça.

Até porque, antes de mais nada ainda tem bastante coisa preu resolver antes de andar com isso.

Tem emprego, aparelho, tirar os sisos, ver se vou me mudar ou não esse ano, começar a fazer exercício, desfazer minha mala e tentar ser um ser humano funcional dentro de casa... Só pra listar algumas coisinhas básicas e de curtíssimo prazo. 
O brilho nos olhos vai já desaparecendo, vê? 🫠🫠🫠

Pois é.

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Agora, sobre sair de casa.
Pra encerrar também, porque tô cansadim.

Não é de hoje que minha casa tem se tornado um local de anulação ao invés de conforto. Eu e minha mãe infelizmente temos o mesmo mau hábito de se esvair e passivamente se acostumar às condições ruins que possam aparecer. A gente só... deixa ir. E isso é um atraso de vida que não posso me permitir ter. 

Antes tava claro pra mim que a solução era sair daqui pra resolver. Agora, depois de 3 (só três!) meses de terapia com a Aline, comecei a me questionar se não seria possível e imensamente realizador transformar a situação aqui de casa pra melhor e voltar a cultivar a relação com a minha mãe, que foi ficando soterrada por todos os problemas externos que anulavam e anulam a gente.

E putz, como isso é difícil! Porque parece algo ótimo, mas o trabalho emocional e físico que isso envolveria é enorme. E mudar seria mais simples, porém, todavia, entretanto... Enfim, um dilema.

É uma escolha que não tava visível e que agora complicou tudo, haha. 

As coisas podem ser boas dos dois jeitos. Eu posso, em teoria, dar uma melhorada na vida atual antes de me mudar. Só que pra isso preciso me mexer. E tá difícil.

Infelizmente a viagem não teve efeito nesse ponto. Voltei e continuo virando parte da mobília aqui em casa. Deixando pra amanhã a tarefa, o cozinhar, o arrumar, o "vamos chamar alguém pra consertar o filtro?". 

Sair dessa inércia é um dos grandes desafios dos quais tenho me esquivado nos últimos anos. Me escondi muito bem atrás da faculdade e das dificuldades no trabalho, sobrecarregando minha mãe no meio do processo. 

Sei que não dá mais, mas não quero sair da cama quentinha da autocomiseração. É foda. Espero conseguir me mexer.

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Adoro que consegui fazer um 180º de várias pautas boas e felizes pra um dilema que me come o sono, bem na hora de terminar o post. 

Incrível, um talento eu diria haha.

Pra não ficar tão pesado, colo com lantejoulas a experiência catártica que foi assistir Moonage Daydream durante o voô de volta pra casa.

Como é sempre um acontecimento pra mim assistir filmes estando só, tenho aproveitado as poucas viagens longas que fiz pra preencher esse vácuo. 

Moonage Daydream foi muito mais do que eu poderia esperar. Queria muito ter tido a chance de assistir em algo maior e mais imersivo do que a telinha minúscula do assento do avião, mas mesmo isso não diminuiu o impacto.

Dependendo do dia e se durar muito, pensar no David ainda dói. Agora mesmo, no meio tempo de pesquisar um pouquinho já me faz segurar lágrimas e uma tristeza que não tem cabimento e nem fim. 

Por isso, acabo ironicamente me afastando de consumir muita coisa de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Dessa vez arrisquei e fui ver o filme pra me distrair do moço que tava do meu lado, que era do tipo homem de meia-idade legal/chato que é bem intencionado, mas fala demais e cansa.

Foi maravilhoso. Fazia pelo menos 5 anos que eu não via um vídeo dele, então assistir a 2 horas de colcha de retalhos entre passado e presente-passado-vivo foi... Muita coisa. 

Fico feliz de ter tido a oportunidade.
Essas coisas que a gente não sabia que tava precisando, bem assim. 

É com essa sensação de aperto bom no peito que quero terminar.

Aparentemente, todo tempo do mundo pode passar, mas quem conduz o meu barquinho salva vidas é um homem-alien-entidade com uma das pupilas maior que a outra. 

Que bom.

07/02/2023

Suco de j-pop, pressão boa e euforia de gênero na balada

 


Ai umas coisas aconteceram e eu queria muito ter vindo aqui antes. Praxe né, eu penso muito o tempo todo, mas vir aqui que é bom, nada.

Bom, vamos lá.
Primeiro queria registrar a dificuldade em conseguir escolher uma foto de capa pro post, que saco. Tem me dado um pouco de aflição de pegar ilustras que não sei onde creditar e, quando não é isso, simplesmente nada me parece combinar com o que eu espero. Enfim, chatice que me faz perder tempo que poderia ser usado pra ESCREVER. Mandando essa direta pro meu cérebro pra ver se agiliza da próxima vez.

Vou jogar tópicos, pra caso eu não consiga desenvolver muito, pelo menos tenho um rascunho de onde partir.

  1. o ano começou de verdade agora. tô indo em um milhão de consultas, vendo quanto que fica a brincadeira de colocar aparelho (não é barato kkcry), enfim fazendo a vez de pessoa adulta responsável pelo meu bem estar físico. ser adulto é um saco, não recomendo.

  2. tive minha primeira consulta com minha possível nova psicóloga!!!! ela parece bem legal, foi um pouquinho esquisito ter uma consulta em que ela ATIVAMENTE ficava em silêncio me esperando falar mais, mas acho que isso vai mudar um pouco com o tempo. ela foi um amor inclusive me perguntando como eu preferia ser tratado por ter me identificado como uma pessoa não binária e, assim, isso já ganhou todos os pontos possíveis comigo, sério. eu na real nem esperava nada da parte dela, foi um cuidado sensacional. 
    sei que é meio bizarro achar incrível ela fazer *o mínimo*, mas depois de o sérgio cagar pra essa questão, não levando em consideração sequer quanto pontuei pra ele que eu preferia linguagem neutra (fui soft), eu acabei apenas abstraindo esse fato das nossas consultas e ter alguém que olhe pra isso já me parece uau incrível porque, bem, eu não tinha o mínimo 🤡

  3. o greg tá meio bolado com a nossa amizade e tá me dando um gelo. há umas semanas saí com ele e uns amigos pra comemorar o aniversário e tal, pra mim foi muito bom porque eu tava com muita vontade de conhecer mais pessoas parecidas e tal e realmente foi uma tarde super gostosa... daí ele me vem perguntando "o que eu sinto sobre a nossa relação, é só uma amizade ou tem algo mais?" 
    assim........ amado?? já tivemos essa conversa e você me disse na época que não conseguia gostar de mim com a intensidade que eu julgava necessária pra começar algo romântico então, sim, 100% amizade. dei essa resposta pra ele e no fim não recebi uma elaboração de volta, só um "tô  esquisito com isso" e cabô. 
    sei lá, que seja. vou seguir o curso e esperar pra ver se ele ressurge, até porque não é como se eu tivesse com pouca coisa pra fazer, né? rindo de nervoso k k

  4. fui numa balada de novo depois de 84 anos (obg pandemia por tirar minha juventude de mim) e, uau foi incrível. primeiro porque fui com uma amiga muito querida e que dança na mesma frequência que eu, que é: o tempo todo e se mexendo muito haha; segundo porque eu usei uma blusa que esperei ANOS pra usar, comprei no canadá e fiquei esperando fazer a cirurgia pra vestir de novo, maravilhosa.
    ficamos planejando essa balada há quase um mês e desde o início eu pensei em usar a tal blusa (uma manga curta de tule furta-cor), mas me bateu um pouco de medo de usar e sofrer com possível transfobia, mas no fim deu tudo certo, me senti super confortável, dancei horrores, usei minha blusa mostrando a minha cicatriz linda e, foi realmente incrível. dá vontade de comprar um monte de blusa só pra isso hahah.
    único defeito da noite foi não ter tirado foto, o que acontece bastante já que sou uma pessoa idosa que valoriza tanto os momentos que acaba esquecendo que tecnologia tá aí pra isso.

  5. no dia da balada, tava conversando com a Lui (minha amiga da balada) e aí falamos de relacionamentos, monogamia, etc e me lembrei de uma fala dela de muito tempo atrás sobre "a gente buscar parceiros românticos que lembrem os nossos pais" (que sim, tavamos levantando aquelas falas freudianas tão batidas) e naquela hora eu falei "amiga, nadavê" só que aí recentemente me veio umas coisas na cabeça:
    - algumas das coisas que eu procuro em parceires é o cuidado acima da média e gosto leve por controlar e fazer a vez de ser o cérebro do relacionamento e, sabe que isso é bem a vibe da minha mãe mesmo? k k quem diria
    - apesar de ter essas preferências acabou que eu nunca tive um relacionamento em que gostasse mesmo da outra pessoa e/ou tivesse esses quereres respondidos, por isso acabei nunca ligando uma coisa com a outra, mas pois é... tá aí.

  6. outra coisa que acabou surgindo na minha cabeça faz um tempo é uma curiosidade sobre dinâmicas DomxSub, porque a vida me trouxe tantas histórias que traziam isso no enredo que não dava pra ignorar se eu quisesse ler as coisas. 
    uma coisa que acho engraçado em mim é a inclinação de ponderar sobre coisas que em linhas gerais eu tenho um afastamento total, mas tentar ver se algo pode servir pra mim ou não, em especial sobre questões comportamentais/sexuais. 
    já faz mais de ano que eu acompanho uma pessoa nb no instagram pra quem a pressão do bonding é algo que traz conforto e uma relação de estar no mundo que ressoou muito comigo:

    "Pressure is a relational response — an impression (a track) as well as a simultaneous release.
    This is Relational Mapping at heart with distinctive signatures of kinship.
    Saying… “I am here because you are here.”
    “I am because you.”
    “I you”
    “Ayllu“ - kinship ties in Quechua" 
    isso foi uma coisa que me impressionou bastante, porque na hora que eu li sobre essa pessoa, não conseguia transportar isso pra um cenário possível na minha vida, mas ao mesmo tempo sentia que naquela experiência tinha uma verdade minha que eu ainda não conseguia enxergar. hoje eu começo a achar que posso estar começando a enxergar algumas coisas. 

    hoje faz mais de um ano desde que comecei a acompanhar essa pessoa, como falei foram aparecendo algumas histórias que envolviam relações de DxS e fui parar pra considerar as coisas com mais calma. 
    sendo 100% honesto, sempre me pareceu completamente assustador se colocar a disposição de um relacionamento a primeira vista violento e desigual, mas acabei entendendo que na verdade muito disso tem a ver com preferências, sadismo e não dominação e má representação na mídia. 
    comecei a olhar pras coisas que eu queria e, no fim, um posicionamento submisso é sim algo que faz sentido pra mim. eu gosto de controle, rigor e premiação, só nunca encarei as coisas nesse enquadramento de palavras. o que não gosto é de dor e humilhação, mas até aí pra cada um o seu, né? tudo se conversa.
    não acho que isso vá mudar nada na minha vida amorosa, já que minha libido é praticamente inexistente, mas foi um ponto importante de autoconhecimento.

    para além dessa questão, o lance da pressão foi alvo de umas boas horas de foco nas últimas semanas. faz um tempo li que pra pessoas autistas a pressão pode ser útil pra focar, auto-regular e se acalmar. não que seja o meu caso, mas a ideia de aplicar pressão trazer conforto fez muito sentido pra mim, porque o que imagino pra parar com crises é "me envolver num abraço/colo" e esse pensamento vem junto de uma sensação de aperto no tronco e braços que me acalma.
    então sei lá, parece fazer sentido que talvez o apertar seja uma coisa que pode me fazer bem. a partir disso, comecei a procurar por shibari, que é a arte japonesa de amarração e fiquei horas... horasssss pesquisando sobre, até quase comprei um curso online hahah.
    também não acredito que seja o momento pra ver isso com profundidade, até porque minha lista de objetivos esse ano tá enorme, mas foi algo inusitado na minha vida, considerar todas essas coisas. 

  7. mais uma vez, sinto que estou voltando à fase de precisar de precisar de um crush artista. isso aconteceu algumas vezes desde a minha adolescência, acho que é uma forma de direcionar um pouco da minha atenção e tensão romântica pra alguém que está convenientemente longe e inalcançável pra eu poder pensar menos em ações concretas de encontrar pessoas perto. 
    nesse mês, acho que também por conta do encontro com a Nathi ter sido algo que me reconectou com muitas coisas do passado, estou numa fase de retomada de jpop/jrock e com isso um pouco de busca pelo crush artista da vez (eu quase coloquei foto dele ou dele como capa do post, alguém precisa parar os artistas tatuados no japão, por favor). por enquanto nada passa de horas pesquisando e depois nem lembrando o nome, mas é um comportamento que me faz prestar atenção na possível zona de conforto que eu quero entrar, pra não fazer o esforço de conhecer gente de verdade. 
    enfim, é bom fazer terapia pra saber diagnosticar, só preciso do próximo passo que é tratar as coisas hahah

Tem mais coisa, mas já tô caindo de sono e amanhã a vida proletária continua, então fica por aqui.

Sempre bom voltar, tô em casa.

P.s.: FIZ UM ANO DE CIRURGIA NO DOMINGO E NEM ME TOQUEIIIII!!! Ou seja: tive o momento super feliz e gostoso de me sentir incrível na balada na virada do dia pro aniversário da cirurgia, ó que simbólico ❤️

20/12/2022

Tô fechado pra balanço, meu saldo deve ser bom


 Eu nem sabia que tinha uma música cantada pela Elis Regina com esse nome, feliz de descobrir e de casar bem com o tema do post haha.

Bem, fim de ano chegou, minhas férias começaram hoje e, desde que terminei o tcc, sinto que algumas coisas foram aparecendo e ficando na minha cabeça.
Em setembro de 2018 voltei do Canadá. Fiquei de molho até fevereiro de 2019, quando comecei faculdade e meu primeiro (e único) estágio, depois tivemos 2 anos sequestrados pela covid e agora, em 2022, ainda que sem fim de pandemia, as coisas aos poucos vão tomando novas cores.
Tive um emprego, mudei desse emprego, conheci gente nova, aprendi muito, me engajei (ainda que por hora apenas conceitualmente) politicamente, revi gente querida, fiz minha cirurgia... Foi tanta coisa e sinto que não mudei, só me tornei muito mais eu do que eu sabia ser. 
Por isso, nesse finzinho de dezembro, que anuncia o meio-fim dos meus vinte e quatro anos, parece que tem uma luz piscando aqui dentro me avisando que é uma boa hora pra parar e olhar pra tudo com atenção e cuidado.

Cuidado e conforto foram palavras que descobri nortearem grande parte das minhas necessidades pra viver. Falei tantas vezes essas duas ao longo desse ano que não tenho nem como contar e isso é um ótimo sinal de como estou consciente da importância delas. 
Para além das duas, também percebi qual era a última da tríade que faltava. Na verdade, não sei bem se cabe numa palavra, mas pode ser descrito com algumas expressões: "encher o peito de algodão" "respirar e sentir vida entrando" "ver e sentir o topo da cabeça expandir". 
Acho que isso é o mais próximo de sinestesia que consigo chegar. Só de ler essas palavras, me transporto pra alguns momentos, reais e imaginários, que fazem com que façam sentido. Curiosamente, acho que "Faiscante" tem tudo a ver com elas também. 

Cuidado.
Conforto.
Faiscante. (faiscar? fagulhar?)

É bom saber o que a gente precisa pra poder ir buscar. Durante esse ano, na medida do possível tentei me proporcionar conforto, agora mais pro final me permiti iniciar processos de cuidado e, pra 2023, quero ativamente me esforçar pra ter mais momentos que me encham de vida e ultrapassem o sobreviver.

Olhando pra trás, não me lembro de ter chegado tão perto de finalizar uma wishlist do que esse ano. Claro, em grande parte são desejos materiais, mas ainda assim são coisas que eu queria e, em especial nesse ano várias delas se relacionam com ações de cuidado e realização, muito mais do que um simples querer motivado por estética.

Nesse ano também fiz uma brevíssima lista de desejos para 2022 aqui no blog e eu praticamente COMPLETEI ela! Ou uns 70% dela, o que já tá bom demais pra esse período regido pelo caos ahaha.

A maioria dos tópicos era sobre mandar mensagem pra amigos meus, ficando faltando só retomar contato com a Giully, Hikaru e Sebastian. Outros vários eram sobre a cirurgia e por fim tinha os desejos bem específicos mesmo, desde colocar aparelho até fazer cosméticos em casa de novo.

O que ficou faltando em 2022 e que pretendo repassar pra desejos de 2023 é o seguinte: 
  1. retomar contato com a Hikaru
  2. retomar contato com a Giully
  3. planilhar o consumo de casa e encontrar alternativas ecologicas
  4. colocar aparelho
  5. retomar a produção de cosméticos em casa
  6. Fazer novas tatuagens
Além deles, vou adicionar mais algumas coisinhas, inclusive acho que vou colocar isso lá na wishlist numa nova sessão de "life goals" ou algo assim, pra separar entre compras e ações e ter mais visibilidade pra me instigar a seguir firme e forte.

Sei lá, talvez eu esteja superestimando 2023. Como meu primeiro ano com mais tempo livre, tô jogando tudo que gostaria de ter feito antes pra ele e, bom, sei que minha tendência é entuchar os dias de coisa pra "agilizar" e depois acabo me lascando haha. 
Vou tentar ir com calma e planejar um pouquinho mais os tempos de cada coisa, até pra ver o que vai ter que ficar de fora ou sem previsão, pra não transformar as realizações em pressão.

Em geral tô bem feliz e confiante, o que já é bem bom considerando o estado de cansaço e desânimo que eu vinha apresentando nesse último semestre.

Só pra ficar registrado, já que fiquei meio frustrado de não ter histórico, vou deixar aqui minha wishlist 2022 praticamente completinha, por ordem cronológica:

    ✅ Headphones confortáveis
    ✅ Cirurgia 05/02/22 ♥
    ✅ Livros novos (tem livro pra uns 3 anos k k)
    ✅ Retomar contato com pessoas que importam
    ✅ Passagens pra Portugal
    ✅ Roupas novas
    ✅ Casacão Sobretudo
    ✅ Lota, escova seca e raspador de língua (Holistix eu te amo)
    ✅ Protetor solar mineral
    ✅ Óleos essenciais (no limbo da shopee 🥲)
    ✅ Batedeira (meu primeiro eletrodomésticooo)
    ✅ Bota Chelsea 
    ❌ Camisetas de gola alta
    ❌ Novas tatuagens
    ❌ Ecobag Estilosa (se tudo der certo, descolo essa ainda esse ano)
    ❌ Processador de alimentos

É cara, esse foi o primeiro ano em que me permiti comprar coisas e usar o meu dinheiro a curto prazo. Ao todo deve ter sido uns 7k, fora cirurgia. E assim, que ótimo. Estou aprendendo a priorizar o meu agora e me dar conforto sempre que me for possível. 

Muito doido (e doído) como me privei de acolhimento por tanto tempo e agora preciso entender como é que se vive podendo se cuidar e até onde ir, quanto segurar a onda, quanto soltar a corda. Complexo haha.

Enfim, saldo positivo.

14/01/2022

As listas tão no grau, mami


E vamos de mais uma lista, agora de sonhos.

Mas minha nossa, o que acontece que cada hora surgem mais listas nesse espaço cibernético? Enfim comecei a fazer as lições de casa do Sérgio? 

Claro que nãooooo, estou apenas seguindo meu coraçãozinho e fazendo o que eu quero, como de costume (haha). 

Agora, especificamente, vou fazer uma listinha de sonhos prum curso que comprei por 1 real de organização financeira (sim, o marketeiro aceitou fazer parte da fórmula de lançamento alheia, acontece).

De certa forma, sempre me considerei uma pessoa muito bem planejada e organizada. Passo pelo menos metade do meu dia imaginando cenários hipotéticos, que normalmente se passam na vida que "quero ter" daqui um tempo, então levo em consideração vários aspectos dela e formulo diversas situações que posso vivenciar, pra tentar aprender como melhor lidar com elas desde já.

Para além disso, também tento montar listas mentais de como alcançar o que eu coloco como objetivos/sonhos e quando me sobra tempo e energia, me esforço pra colocar no papel como chegar lá, ou pelo menos fazer o que está ao meu alcance pras coisas darem certo.

Enfim, só contextualizando que me sentia uma pessoa com rumos bem definidos e tal, mas todas as vezes que surgia a pergunta "quais são os seus sonhos" em terapia, eu acabava indo por outro caminho e deixava a pergunta pairando no ar de novo e de novo e de novo.

Não porque não tenha resposta, mas principalmente porque ainda me sinto um pouco perdido sobre até onde posso sonhar, já que pra mim algo irrealizável não merece sequer um pingo do meu tempo. 

Eis que me surge essa pergunta no curso de gestão financeira, com o reforço motivacional de "não importa o quão grande ou pequeno, só escreva e depois a gente vê". E foi com esse discurso que minha chavinha virou. 

Vou escrever tudo que me vier a cabeça, coisas que me parecem alcançáveis e vontades que hoje ainda me soam fantasiosas. Isto tudo, é claro, sob o ponto de vista material. Não vou olhar pra conquistas emocionais hoje. Afinal, é um exercício proposto por um curso que trata de dinheiro.

Bom, vamos lá:

  1. Comprar um apartamento
  2. Pagar as despesas dos gatos e alguém para ajudar a cuidar deles
  3. Ter uma reserva de 15 mil reais, pelo menos, para emergências sempre
  4. colocar aparelho
  5. viver a partir dos 50 anos sem precisar trabalhar
  6. morar pelo menos 5 anos no Canadá, a partir de 2024
  7. Viajar todos os anos, pelo menos 5 vezes (dentro e/ou fora do país em que eu morar)
  8. Ganhar um salário de pelo menos 8 mil em até 2 anos
  9. Comprar apenas alimentos orgânicos 
  10. Juntar 100 mil reais para ir pro Canadá
  11. Morar de forma independente 

Acho que é isso, de sonhos que envolvem dinheiro. Em geral, cada coisa se desdobra em outros objetivos emocionais, mas tratar deles não me importa tanto agora, já que claramente tenho muita coisa pra resolver e planos pra traçar.

Ai ai, sonhar custa caro haha.

P.s.: procurando uma imagem pro início do post e definindo que a vilãzinha das meninas super poderosas era a melhor opção, parei pra pensar se isso não era um indicativo de que eu estaria sendo uma pessoa totalmente hipócrita, pensando nos sonhos listados x as bandeiras que levanto. 
No fim, entendi que, nesse caso, as coisas não se anulam nem se contradizem, porque nenhum dos pontos listados exige que eu realize esses sonhos às custas das minhas verdades. Não a toa eu pesquiso sobre o impacto ambiental de cripto moedas, as empresas por trás de investimentos possíveis e entendo que, grande parte de uma existência "realizada", pra mim, envolve fazer diversas escolhas na esfera individual que estejam alinhadas com os meus valores.
É isso. Não tem problema querer coisas que exigem dinheiro quando, infelizmente, muito se conquista graças a ele nessa sociedade capitalista. Isso não muda o fato de que é possível de forma concomitante buscar alterar essa situação.

p.s.: que cripto, ia rouba-artista e uberização vão pro caralho.

03/01/2022

Uma brevíssima lista de desejos para 2022

 


é breve mesmo, porque minha cabeça dói e meu corpinho tá só o pó.


Coisas rápidas de resolver:

  1. enviar mensagem pra Mei
  2. enviar mensagem pra Yas e marcar algo
  3. mandar mensagem pra Ana e marcar um dia pra gente se reencontrar
  4. retomar contato com a Hikaru
  5. retomar contato com a Giully
  6. responder o Guilherme e marcar um dia pra gente se ver
  7. responder o outro guilherme (o ilustrador)
  8. mandar mensagem pro Sebastian
  9. responder a chloe
  10. marcar retorno com o dr. Adriano (prele ver meus exames de ✨pré-operatório✨ aaaa
  11. marcar de sair com a Paula
  12. definir quem vai cuidar do meu pós operatório 

Coisas a médio-longo prazo:
  1. Seguir firme no meu mês de treino pré-cirurgia
  2. A cirurgia em si, 05/02, um dia feliz 
  3. Comprar os livros da silvia fredericci
  4. planilhar o consumo de casa e encontrar alternativas ecologicas
  5. iniciar o projeto de colocar aparelho
  6. retomar a produção de cosméticos em casa
  7. comprar roupas novas (em especial shorts e camisetas)
  8. comprar passagem pra Portugal e ir visitar o Mathias
  9. Fazer  tatuagens botânicas médias
  10. Ler mais sobre marxismo e ecossocialismo
  11. conhecer mais gente que compartilha dos meus ideais (aka fazer mais amigos hahah)
  12. montar um guia rápido de práticas ecológicas de fácil acesso pros meus amigos (catalogar iniciativas e infos e deixar a mão em alguma rede social)

Por hora é isso. Queria ter escrito com mais calma e carinho minhas metas pra esse ano, mas a gente precisa alinhar expectativas, né? 
É isso. Vou sendo como posso, jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos desse ano novo.

Cheguei. Enfim.


Bem, vou retomar de onde parei no post anterior. Eu pretendia escrever bastante na quarta, mas acabou que resolvi trabalhar e aí ficou aquele parágrafo sozinho mesmo.

Até pensei em retomar o post como um todo, mas mudei de ideia. Um novo ano merece uma postagem novinha.

São tantas coisas pra colocar aqui... É uma merda ainda não termos evoluído a ponto de registrar nossos pensamentos digitalmente, me pouparia muito tempo e deixaria esse blog com postagens quase diárias haha.

Mas vamos trabalhar com o que temos, né?

 Antes de mais nada: nossa senhora, cara. Que dificuldade que é terminar de ler Fanon, puta merda. Acho que fiquei dezembro inteiro ou talvez até mais tempo tentando (e tentando é a palavra certa) ler Pele negra, máscaras brancas e MEU DEUS, VIU que negócio frustrante. Sinto que absorvi muito pouco de tudo que esse livro apresenta, um grade desperdício, sabe?

Até pesquisei se tinha algum curso online ou guia de leitura, preu conseguir descobrir o que não consegui compreender só com meu singelo repertório mental, mas não achei nada específico. Uma pena. Estou pensando em procurar alguma tese que trate do livro, mas tenho uma gigante preguiça de ler um PDFzão a essa altura. 

É engraçado como a gente passa por fases das mais diversas. Quando eu tinha uns 15 anos, comecei a ler um monte de livros em pdf no celular, pra daí comprar apenas exemplares físicos daqueles que realmente "valiam a pena". Corte para 2021, ano em que me rendi aos podcasts (que muitas vezes nada mais são do que versões estilizadas de audiobooks) e não consigo sequer pensar em ler um livro todinho em PDF nem sendo muito maravilhoso. The turntables have turned haha.

De fato, estava fazendo um balanço mental de como foi meu 2021 e tive alguns mini choques de realidade, constatando como foi um ano bem diferente. Um ano em que me fortaleci e cresci muito, muito mesmo e que sinto ter sido cheio de "momentos epifânicos" como diria minha querida professora de literatura do ensino médio. 

Não diria que muita coisa mudou, mas sim foram afloradas. Li pra caralho ano passado, mas não foi só isso. Retomei o youtube, retomei pesquisar e ir atrás de pautas que me importam, passei a ser bem mais vocal sobre assuntos que eu tinha conhecimentos, aprendi muito. Muuuuuuuuuuuito mesmo. 

E conheci várias coisas novas. Ironicamente, grande parte das minhas experiências novas aconteceu aqui dentro de casa, no lugar mais familiar e conhecido possível.

Pretendo fazer um post de retrospectiva ainda. A la 2021, com algumas diferenças entre o de 2020, já que ano passado eu devo ter assistido uns 5 filmes no máximo e nenhum deles memorável o bastante pra me deixar com vontade de escrever. Vai ser divertido parar e ver o "Year over year" (ó o marketeiro faria limer se apossando de mim hahah) e as guinadas que nortearam o que espero ser o início da curva de subida da minha vida nesses 20 e poucos anos. 

Enfim, sinto que as coisas vão retomar o passo e ir pra frente. 

O tanto que me aperreou a sensação de estagnação de 2019 e 2020, agora sinto em cada pedacinho do meu corpo energia pra verdadeiramente ser. 

2022 vai ser um ano de Sujeito. Assim espero. Assim farei.

05/08/2020

a passagem do tempo e como a transitoriedade é assustadora


Agora que acabei de escrever esse título me parece algo que uma pessoa meio nojenta escreveria ahahah. 
Quem é que usa a palavra "transitoriedade" fingindo ser casual senão alguém elitista e que quer parecer cult? Bem, eu mesmo, apesar de não ser (pelo menos espero que não) nenhuma dessas coisas. 
Hoje mais cedo me perguntei se eu mesmo não sou, na verdade, um insuferable prick. De novo, espero que não, mas nunca se sabe até alguém jogar na sua cara.

Tantas coisas pra dizer, vontade é o que não me falta.
Sei lá, sinto que nestes últimos meses de isolamento tenho voltado ao meu estado adolescente em termos de hábitos. Isto é: retomar meus otome games (eu comprei uns jogos na steam quando tinha 15 anos, comecei e nunca mais mexi), ler YAs, começar tardiamente a ler fics (!!!), coisas do gênero.
Por um tempo fiquei em dúvida se isso não seria um sinal de retrocesso, mas segundo o Sérgio todo e qualquer uso do meu tempo de forma lúdica e que me traga felicidade não pode ser considerado ruim. Então né, bora ser indulgente nos gostos e hábitos do passado, yehaw.

Bom, acho que vale começar enaltecendo o fato de que este momento de escrita na madrugada em plena terça-feira é graças as minhas ✨✨pseudo-férias✨✨. Isto mesmo, senhoras e senhores, depois de várias crises de ansiedade, insonia por semanas a fio e uma exaustão mental e fadiga sem limites, consegui minha semaninha off. 
Queria dizer que foi fácil, porque quando pedi pra minha chefe ontem pra tirar essa semana de folga assim de um dia pro outro ela simplesmente disse "claro migs", porém o processo todo foi bem longo e envolveu mais de uma tentativa de pedir com antecedência e ela simplesmente ignorando e em seguida tirando 15 dias off sem aviso e me deixando a ver navios ahaha (rindo agora porque na hora eu tava surtando mesmo).

Agora que tenho esses dias pra dar uma descansada e já usei as horas úteis de hoje dormindo até 16h e depois lendo sobre umas paradas bem revoltantes sobre inequidade de gênero (são 7 artigos do NYT sobre como as mulheres são afetadas negativamente em praticamente TODAS as esferas da existência humana, vale ler) e ainda mais tarde vendo uns memes trouxas de The Raven Cycle, que mencionarei mais pra frente neste extenso post, chegou a hora de abrir o note e reviver o passado no modo mais hardcore possível: visitar blogs e as redes sociais que eu costumava amar lê-se weheartit, myanimelist, scoob e afins.

Parênteses: apesar de ter achado esse novo visual do blogger bem bonitinho sinto como se eu tivesse um grau bem alto de hipermetropia. Cara, que letrinha minúscula! Estou com zoom em 125% e julgando bastante as escolhas do responsável pelo UI da página de produção dos posts (esse é o nome dessa página? não faço ideia). 

Cof cof, voltando! Como eu disse, acabei retomando uma série de hobbies que mantive durante a adolescência e, como muitos deles envolvem se apaixonar por personagens e durante o restante do tempo sofrer esperando a hora de "retomar o convívio" com tais personagens, fiquei com a sensação de que estava me enganando com essas relações virtuais e inexistentes, sem falar das horas e horas passadas com 0 interação social. Mas cara, o que é o isolamento, senão um tempo em que você é obrigado a ficar sozinho?

Tá, tem a galera que consegue fazer calls e webrolês, almoços em família via skype e assistir lives, mas eu nunca sequer consegui manter um ritmo de respostas rápidas via whatsapp, então esperar que eu fosse extrovertido no meio digital durante a pandemia seria forçar uma barra.

Por um tempo me culpei por não perceber o quão longe essas expectativas de ser extrovertido na quarentena eram fora da minha realidade, mas agora tá tudo bem. Já aceitei que este é um período em que não vou me julgar por passar horas na frente de uma tela lendo sobre pessoas que não existem. Não estou perdendo "a melhor fase da vida".
Foi difícil acreditar nisso quando por muito tempo esse foi meu argumento para me forçar a sair de casa, viver os dias antes de ser "tarde demais" e o eu do futuro olhar pra trás amargurado com sua juventude gasta dentro de casa e sem conexões de verdade. 
A questão é que mesmo que eu queria sair e viver a vida de forma memorável TM não tá dando, então né: foda-se.
Processos, não é mesmo?

Então, sobre meus antigos/novos hábitos: como não amar personagens idealizados especificamente para cativar corações? Exato.
Retomei algumas webcomics, mas sem muito avanço nessa frente, pois elas atualizam devagarinho e a minha preferida da vez está num hiatus indeterminado. Não dá pra culpar os autores, muitos passaram uma década trabalhando na mesma história, é foda mesmo.
Reli The Raven Cycle, o que foi algo incrível e ao mesmo tempo bem desesperador ahaha. Como estou numa situação financeira bem apertada não pude comprar novos livros pra ler, então fui atrás de algo aqui em casa mesmo.

Lá em meados de 2016-2017 cheguei a quase terminar essa série, mas acabei parando nos primeiros capítulos do último livro porque fiquei com medinho do vilão que era um demônio e tava aterrorizando todo mundo, possuindo uns, matando outros e, bem, eu sempre disse que sou uma florzinha e não aguento essas coisas. Pois é, levei 4 anos pra terminar esse negócio. MAS TERMINEI! 
Foi bem gostoso retomar a leitura fora de uma tela. Com os otome games eu acabava passando ainda mais horas queimando minhas retinas em frente ao notebook então essa mudança pro papel foi super bem vinda. O problema foi mais o desespero em terminar os livros, que me fez por vezes ir madrugada a dentro e depois acordar atrasado pro trabalho, dar uns perdidos durante o expediente pra ler e passar dois finais de semana inteiros praticamente trancafiado no quarto lendo compulsivamente e ignorando pessoas, obrigações e refeições. 
Mas, veja só: terminei de ler num tempo recorde de duas semanas! A jornada foi melhor que o objetivo alcançado, o final foi meio meh, mas pelo menos me preencheu por um tempinho.
Amei os personagens ainda mais e como mencionei acima comecei a ler fics (!!!).

Desde os meus 13 anos, quando descobri a existência das fanfics tive vontade de ler, mas acabava nunca indo atrás e chegou uma hora em que simplesmente desisti e pensei "bem, minha fase de fics passou e não aproveitei. Bora virar a página". Claro que não tem essa de fase de fics então comecei a ler algumas do meu casalzão maravilhoso Ronan Lynch/Adam Parrish e, olha, gostei da experiência hahah.
Não sei se foi por ler muitas de uma só vez, mas acho que dei uma saturada. Ainda tenho a guia do Archives of Our Own aberta e tudo o mais... A vontade de ler é que deu uma esfriada mesmo, sei lá. 

Além das fics outro ponto que também foi retomado com a leitura de TRC foi meu retorno ao tumblr (mais ou menos). Acabei caindo nuns urls com fanarts, memes, aqueles posts que imitam diálogos entre personagens, enfim todo aquele conteúdo de fandom que lota o site.
De novo, divertido, mas depois de alguns dias acaba cansando, provavelmente porque eu visitava os tumblrs da galera via navegador do celular sem sequer logar, o que tornava a experiência ainda pior.
Não sei se vale a pena instalar o app e mergulhar mais a fundo nesse mundo dos fandoms, veremos...

Um passo a frente e dois pra trás: vamos falar dos otome games, que foram o que me fez cair nessa toca de coelho do eu de 15 anos.
Enquanto eu ainda estava tendo aula retomei Ozmafia. Este foi o jogo que na época de lançamento dei uma boa surtada, porque eu tinha lido o começo do mangá feito a partir do jogo e, cara, cada um dos personagens apresentados naquele negócio eram lindíssimos (a artista do otome é a mesma de diabolik lovers, então é desse nível de boniteza que estamos falando cheio dos gradientes e roupas estilosas).
Lembro de acompanhar religiosamente meus e-mails de descontos da Steam até chegar a Black Friday e comprar correndo Ozmafia e Amensia, dois queridões na minha wishlist daqueles tempos.

Acontece que comecei a jogar, terminei as rotas do Kyrie, o que resultou em um amor pelo primeiro e provavelmente único personagem estilo "mean boyfriend" da minha vida, umas 10h gastas nisso e eu nunca mais mexendo até o início da pandemia.

(( Acabei de pesquisar no google e descobri que Ozmafia foi lançado na steam quando eu já tinha 18, o que explica porque joguei tão pouco, foi bem na época em que eu estava trabalhando nos eventos, preparando as coisas pra viajar e fazendo milhões de cursos, então né, difícil cultivar qualquer hobbie num cenário desses. ))

Quando retomei o otoge quis fazer do jeito certo, isto é, começar uma rota do zero, lendo 100%. A partir daí foi só ladeira abaixo. Pense num jogo com um personagem mais lindo que o outro: pois é Ozmafia. 
Sim, os finais eram meio bosta, mas cara, como eu me apaixonei ainda mais pelos carinhas que eu já tinha gostado desde a época do mangá. 
Puta merda, Caramia é até agora o homem da minha vida. Quem é que não ama um leão sensível & corajoso, né menines? Sério, ele é literalmente o compilado de características que eu busco num interesse romântico. Ai ai, um mozão desses deveria ter uma rota melhorzinha, mas a gente releva.

(( Bem triste que eu só descobri a feature de tirar print da steam depois de zerar Ozmafia e agora que eu quero todas as cenas memoráveis pra colocar aqui preciso jogar de novo e achar uma por uma, sendo que vai passar tudo batido no skip porque tá completa essa birosca. Ugh ))

Uau, acabei de ver como esse post está gigante e uma zona total. Não consegui nem achar um ponto em que desse pra dividir ele. Bem, agora já foi, duas horas e meia escrevendo e nem cheguei na metade dos assuntos. Foda-se, yolo.

ENTÃO, VOLTANDO A FALAR DE OZMAFIA... Amei o jogo, apesar de ter uns finais com os personagens que não eram os "principais" que deixaram a desejar (Scarlet, meu amor, na minha mente nós temos um lindo "e foram felizes pra sempre", meu mundo é teu) e duas rotas péssimas e condenáveis, ainda tá no meu pedestal de jogo preferido. Apesar de tudo a qualidade em geral é muuuito boa e eu gosto do fato de não existirem finais "ruins" apenas bom/neutro porque me dá nos nervos a personagem principal morrer ou se foder porque né, entretenimento nenhum deveria normalizar esse tipo de coisa acontecendo (Alô, Amnesia).

Daí depois de passar 56h jogando Ozmafia e completar o jogo, tirando um final do Caramia que estou evitando porque envolve trocar o Kyrie por ele e sou totalmente contra essa merda de pular de um carinha pro outro, comecei a jogar Amnesia e olha, criei muita expectativa porque tá bem mais ou menos.
Todo mundo fala tanto desse negócio e cara, sim os personagens são bonitos, mas é MUITO esquisito a maneira como animaram eles piscando e falando e o plot é de qualidade duvidosa dependendo da rota... Sem falar que (agora vem os comentários acalorados e totalmente pessoais e de birra) a voz do Shin não combina com ele!! e a rota do Toma é um tiro no kokoro. Sério que ódio, não dá pra ter 1 personagem genuinamente legal e fofo sem ele ter um lado psicótico? Que inferno, acho que nunca vou me recuperar desse choque, odeio seja lá quem começou com essa merda de arquétipo yandere, vai se foder.

Apesar de tudo o Orion salva esse jogo. Meu nenê espírito/alien/odalisca perfeito. Ele é basicamente o personagem principal desse negócio, já que a MC perde não apenas as memórias, mas também a personalidade e praticamente a habilidade de falar, minha nossa senhora ô negócio esquisito que é ver todas as interações acontecerem com os macho tudo falando sem parar e a menina só responder 1 frase e as vezes nem isso. Enfim, em geral me dá muita aflição porque tem muito conteúdo a ser problematizado, desde as (não) interações da mc, até o discurso dos personagens até nas horas "fofinhas" sendo super embustes e... É bom mas é ruim. Só o Orion mesmo pra salvar. 

Vou até colocar uns prints dele aqui, porque já joguei metade das rotas e tirei 9 prints, dos quais 8 são dele. Por aí dá pra ver o quão investido eu tô.

Cara, olha pra essa carinha, puta merda eu quero ter um namorado cósmico desses.

Eu também, Orion. Até ele concorda que os caras tem uns comportamentos de embuste total. Ícone.

#blessed

Aqui não tem meias palavras, bb apenas a VERDADE. Ai, perfeito apenas.

Além desses dois achados do passado também comecei a jogar Monster Prom, um dating sim multiplayer bom para caralho. Olha, me viciou bastante e foi feito por uma galera que sabe a hora de problematizar e de brincar. 
Monster Prom foi a minha surpresa positiva da quarentena, sinceramente. Uma amiga minha da faculdade veio perguntar se eu gostava de jogos dating sim (ha ha, a ironia do destino, senhoras e senhores) e eu quase tive uma síncope de tanta emoção e a partir daí conheci duas amigas dela e a gente se divertiu numas madrugadas a dentro.
Além dessas interações muito bem vindas com humanos fora da minha casa, também passei várias e várias horas tentando desbloquear todos os finais porque eu sou um bicho competitivo quando o negócio é finalizar coisas.

Nossa são tantas coisas pra dizer sobre monster prom, merece um post só disso. É bem provável que esse post jamais venha a existir, mas como não tô com a inspiração pra falar disso como eu gostaria, vou apenas deixar uns prints pra quando eu rever esse post arrancar um sorrizinho da minha cara do futuro.

Liam: o seu pseudo-hipster idota roxo preferido. Ele tem uma rota focada em yaoi, I rest my case.

Eu amo 01 gorgon. A Vera consegue ser incrível e péssima de um jeito que complica meu coraçãozinho lufano.


Vou nem falar nada.

Ai eu vivo pra essa satirização do jovem idiota que nós muitas vezes somos. As avrezes somos nozes.

Bom, além das minhas aventuras no mundo das visual novels, também fui fervorosamente atrás de novas opções porque né, mal tava começando o segundo jogo pago a bicha já queria entretenimento garantido pros próximos 10 anos.
Nisso acabei no Otome Games BR e +,  blog que começou quando eu ainda mantinha o AEG e, putz, que quentinho no coração que dá ver um blog familiar ativo. Ai, maravilhoso. Lembro de quando a Thaina começou com ele e eu não conseguia parar muito pra ver, mas de cara já adicionei ela aos meus amigos na Steam e invejava o background dela como desbravadora desse universo gigante que são os otome games não traduzidos.
Descobri vários jogos pro futuro e de quebra ainda conheci um segundo blog sobre o tema, apesar de atualmente este estar num semi-hiatus. Foi bem bom, tô animado com as novas opções que encontrei.

Hoje quando peguei pra escrever esse post comecei antes a fuçar nos meus resquícios de atividade pela blogosfera. Entrei na minha wishlist, já hiper desatualizada e cheia de quereres que olho agora sem o menor interesse; o AEG, meu queridíssimo bb, ainda tem uma parte de mim frustrada por não conseguir continuar com ele; o scanlation (!!), meu deus cara, como eu adorria poder terminar pelo menos meus projetos preferidos, nossa senhora quantos milênios se passaram desde que eu pensei em uma scanlation ave maria.
A partir dos blogs antigos caí nas redes sociais, passei pelo meu wehearit que hoje em dia me dá um cringe absurdo hahah. Uns crops péssimos de mangás, frases clichezíssimas, ai um emaranhado de coisas bestinhas bem adolescentes.
Me pergunto se vale fazer uma limpa por lá... Talvez seja melhor me ocupar com novas experiências ao invés de mexer num amontoado de imagens que não significam mais nada pra mim, exceto as lindas e perfeitas fotos do David.

No mais meu perfil no scoob tá mais pra oceano desconhecido do que lar de memórias, então depois quero ver com calma os títulos na minha lista de "quero ler" até pra cogitar comprar algum deles no futuro ou ir atrás de um pdfzinho presses tempos de isolamento.

O MAL nem se fala, no início desse ano eu tava aos pouquinhos retomando os animes que deixei lá em standby, mas acabei parando no meio-fim de Orange e, cara lindo porém triste. Não tô com emocional pra terminar ainda e não cheguei ainda na fase de assistir animes desse isolamento. Quem sabe nessa minha semaninha de férias...?

O problema é que a cada coisa que me remete a tempos felizes ou descomplicados eu jogo na lista do "fazer durante as férias" sendo que na verdade eu tenho dois dias e o final de semana, já que amanhã (hoje, considerando 5h apontado no relógio daqui da sala) tenho participar da reunião trimestral que ocupará a tarde inteira.
Realmente eu precisaria de um mês inteiro pra descarregar toda essa energia contida. Apesar de totalmente exaurido em termos produtivos, fiquei muitos e muitos meses tolhendo minhas vontades e agora as coisas tão surgindo. 

Só me resta organizar tudo ao longo das minhas férias da faculdade, pelo menos até o fim de agosto dá pra me realizar mais um pouquinho.

Ok, já chega desse post ridículo de grande. 
Ainda tenho muito a dizer, mas meu cérebro tá pedindo uma pausa.

Pois é, carinhas muuuuuita coisa pra botar no mundo. 

P.S.: E no final eu nem falei sobre a transitoriedade e mais ou menos abordei a passagem do tempo, que eram os temas que tavam norteando minhas ideias no início desse negócio. Que ironia hahah.


08/04/2018

Aff - postagem de duas semanas atras



Aff, odeio não ter wifi.

Aqui no meu apartamento não achei que compensava colocar um ponto de internet, mas minha estratégia sovina de poupar dinheiro tem se mostrado bem irritante.
É verdade que praticamente só visito meu quarto, passo quase todas as noites no apartamento do Henry (ele faz jantinha, como recusar?) e quando venho aqui é mais pra me trocar ou passar no máximo 2h.
MAS PODERIA SER 2H COM INTERNET NÉ NOM? Pois é.
Enfim, chega de reclamar de um tópico que nem tem solução. Pelo menos ainda tenho minhas musiquinhas no iTunes (chorando ao ver o White Shirt? Sim ou com certeza.).

Bem, vamos às atualizações:
Aqui a primavera começou há uma semana, acho. Nada muito mágico ainda, mas é fofo enxergar pequenos botõezinhos de flor na ponta dos galhos pelados das árvores haha.
Dizem que Maio é o mês #realoficial das flores desabrochando e toda aquela coisa linda, então meu aniversário nunca foi tão aguardado com uma expectativa dessas.
Comecei finalmente a trabalhar no meu projeto final! YEAAAAAAAAAS!!!
Minha vida agora faz sentido, senhoras e senhores, amém.
Eu não tinha idéia de como ia me reenergizar começar a fazer o que eu quero, minha nossa. Claro, a vontade de começar o curta tava aí, mas não essa paixão toda de agora, isso é algo novo e maravilhoso.
Enquanto eu levava uma semana, no mínimo, pra fazer uma titica de galinha de animação agora eu faço praticamente uma cena inteira por dia. É muita produção gentemmm, to tão feliz comigo hahah.
Sem falar que se eu continuar nesse ritmo vou conseguir fazer ainda mais projetinhos, experimentar programas diferentes, me aprimorar e, claro ter um portfólio bonitão pra mostrar pros estúdios, porque a vida não se paga com abraços infelizmente.
Ontem foi o último dia de um dos meus amigos da sala que se formou em Dezembro. É triste saber que da sala dele a única pessoa que conseguiu emprego aqui em Vancouver foi a pessoa mais inútil do campus, só por ser canadense e não precisar ir atrás do visto de trabalho.
Mas a vida segue, agora é esperar que quando eu chegue no fim do curso os estúdios estejam cheios de projetos novos precisando do povo internacional (cruzando até os dedos do pé aqui).
Hmm, ah sim, preciso falar do meu apartamentooooo. É perfeito!
Coisinha mais fofa e pequenininha, amo esses 200sq ft (não sei fazer conversão de pés pra metros, foi mal) com todas as minhas forças.
Claro que enchi minhas paredes de pôsteres e fotos, mas agora o toque especial é que eu tenho fucking pisca-pisca aaaaah, tão pinterest hahah. No começo me senti meio besta porque eu mal passo tempo aqui e tal, mas chegar em casa e ver as luzinhas brilhando não tem preço <3
Ontem descobri que não posso deixar minha janela muito aberta, porque pombos são desaforados e entram em casa. Sim, isso quase aconteceu. Sim, eu passei uns bons minutos conversando mentalmente com o pombo pra ele ir embora, e ele foi haha.
Ah, ontem eu vi um guaxinim! Parando pra pensar ontem foi um dia cheio de acasos da natureza hahah. Ai, guaxinins são tãaaao fofos. É como se fosse um gato com mini patinhas e focinho de raposa. Enfim, muito fofo, queria abraçar, mas eles podem ter raiva então fiquei só na vontade :T.
Voltando ao mundo das pessoas: eu e Jackie estamos sem nos falar. Depois do estresse gigantesco pela mudança e mais um monte de palhaçadas dela, acabou que cansei e ela se doeu e agora estamos lentamente retomando contato.
Acho bom até, ela precisa amadurecer e conseguir fazer as coisas por conta própria, assim quando a gente retomar a amizade vai ser de uma forma saudável e não essa dependência quase materna que ela tem.  
Além disso nada demais tem acontecido com as pessoas, o que é ótimo. Chega de drama, grazadeos.
Eu e Henry estamos bem, tivemos uns argumentos, mas nada demais. Estou aprendendo a cozinhar (yay) e vivendo uma vida fofinha de casal moderninho hahah.
Aqui continua frio, continuo comprando mais e mais pelúcias, gastando os cartuchos de tinta colorida da escola pra imprimir imagens inspiradoras, o de sempre.

Tudo bem. Finalmente tudo bem mesmo. Por dentro e por fora.

17/02/2018

Noite dos quinze anos


Cá estou eu assistindo no meio da noite Sixteen Candles, e tudo parece uma bosta, até o mocinho é ridiculamente sexista e meu querido geek apesar de trouxa, bem eu achava que teria uma salvação. Só que nunca né.

São tantos problemas num filme só, gente.
Não posso negar meu amor por Molly Ringwald, mas olha, tudo tem limites.

Gente, que filme mais bosta, que roteiro estúpido. Todo mundo é um horror, os únicos a serem salvos são os avós maternos (acho) da protagonista. Eles são bem autênticos em termos de avosices.

Neste exato momento tem dois adolescentes, a garota estereotipicamente loira e bêbada, meu querido geek agora nem tão querido no momento está planejando filmar sexo não consensual com uma garota bebada.

Mas que caralho.

Enfim, né.

Antes dessa decepção monstruosa assisti A Garota Dinamarquesa e tudo foi lindo e maravilhoso. O final é tão lindo. Parte meu coração, mas de fato, é inteiramente compreensível o modo como tudo acaba.

Depois de toda uma vida de sofrimento e disforia, quando se consegue finalmente se encontrar no corpo em que se habita... Ahhhhh esse filme awwwwwww <3

Ok, minha querida Molly está num lindo lindo vestido e a trilha sonora é o MEU HOMEM, DAVID AI MEU DEUS.

Pelo menos a trilha sonora é decente nesse filme desgraçado.

Bem, voltando a Danish Girl, minha preciosidade: preciso fazer uma coleção de filmes inspiradores, porque olha a vida não tá fácil.

Ainda tenho uns bons trabalhos por terminar e minha vontade de existir fora de casa é zero. Amanhã o Henry vai mudar pro novo apartamento e vai ser um looongo dia, ele tem um mínimo de mobilia auqi em casa, mas ainda assim acho que vai ser tudo na base do ônibus.

As coisas estão melhorando aos pouquinhos no campus. Minha classe é um amor e todos tem sido super carinhosos comigo. Ainda me sinto desconfortável em sala, apesar de bons amigos, a maioria é péssimo em profissionalismo. Então minha classe é um inferno, de gritos acalorados sobre uma partida de Mario Kart a Playlist no último volume de hits dos anos 2000 quando a única coisa que eu quero fazer é trabalhar em silêncio.

Então, cá estou eu. Assistindo filmes adolescentes com roteiros horrorosamente ofensivos e ainda assim comemorando a conclusão dos casais felizes feito uma idiota.

A questão é, será que um dia eu vou aprender a ter um gosto mais decente pra filmes? Provavelmente não, mas né.


P.S.: Sobre a imagem no início do post, não que seja um sentimento generalizado de solidão patética, mas no momento acabo de assistir um filme teen dos anos 80, no escuro, sozinha no apartamento depois de um dia em que mal compareci as classes e jantei 1/3 de um pote de nutela. Não me arrependo de nada.

15/10/2017

Vancouver sequestrou meu tempo


Olha eu aqui, quanto tempo.

Tanta coisa já passou, é difícil decidir o que colocar aqui e a ordem das minhas impressões.
Já faz quase dois meses que estou aqui em Vancouver. Muito aconteceu nesses dois meses, mas foi tudo tão rápido que mal deu tempo de digerir. 

É meio sonho, minha vida aqui. Não que tudo seja lindo, mas sempre tem aquela névoa do irreal.

Saí do hotel em que eu me hospedaria até abril. Agora estou alugando um apartamento junto com uma amiga da classe. Jackie é uma chinesa meio maluca e super avoada. É incrível como ficamos tão próximas em algumas semanas. 
Nossa casa é uma gracinha, bem pequenininha, ainda nem tenho minha cama, mas amo esse apartamento com todas as minhas forças.

Estou indo ok com as aulas e trabalhos. Com toda a canseira de mudar de casa (isto é, mudar a Jackie de casa, porque eu só tinha uma mala de mobília) acabei ficando sem energia na semana passada e perdi umas aulas. Nada muito relevante, o bom é que o termo tá acabando então não preciso me preocupar com número de faltas. 

Semana passada foi meio punk. Tive meu primeiro surto em solo canadense, saí no meio da aula, preocupei todos os meus amigos, mas no fim tudo terminou bem.
Amo tanto todos eles, o povo aqui fala sério quando diz que a tua classe vira família. 
Passo todo dia em torno de 15 horas com eles, de 6-12 horas na escola, nem sempre é fantástico, mas eles são.

Sinto muita falta do meu guarda-roupa. É engraçado perceber as pequenas coisas que ativam gatilhos de saudade em mim.

Acho que meu inconsciente está me poupando de pensar na minha família e amigos no Brasil. Sei que tô com saudade, mas nunca me permito passar mais que alguns segundos nisso. Não quero surtar mais.

Tá tudo bem. 

Eu tô feliz, to apaixonada pela minha nova casa, tô seguindo em frente.

É.

30/05/2017

tempo


É muito bizarro o quão enorme é minha vontade de escrever até o momento em que posso finalmente olhar pra esta bendita tela e sentir que todo meu sentido foi esvaziado. Puta merda, viu.

Bom, estou com um plano há semanas de escrever um montão de coisas pra levar pro Sérgio. Ele não atende de jeito nenhum online então tenho que aproveitar ao máximo o tempo que tenho e pra isso acho que ajudaria muito se eu realmente escreve essas coisas todas que tenho em mente.
Toda sessão praticamente falo de pessoas que fizeram ou fazem parte da minha vida e ele pede pra que eu "os apresente pra ele" e sabe, isso consome muito tempo. Então minha ideia é escrever um perfil das pessoas que foram relevantes (de forma positiva ou negativa) ao longo do tempo.
Claro que isso vai demorar um século pra ficar pronto e só de pensar já me desanimo, mas farei o possível pra conseguir ao menos começar com isso.

Hoje separei umas duzentas imagens pra levar pra ele. Separei entre as que me identifico e as que gosto. Agora quero tentar separar também algumas músicas que amo muito e alguns trechos de livros que grifei.
Pois é, agora meu movimento é de basicamente levar o máximo de mim de forma escrita/gráfica pra dar uma agilizada.

Voltei a falar com ele...ainda não sei no que vai dar. Pelo jeito nada. Ele tá muito ocupado e correndo (igual sempre) pra poder falar comigo por telefone. Sei lá se isso é bom ou ruim.

Vou voltar a trabalhar a partir do dia 14. Parece tão longe, mas deve ser o melhor pra mim... Preciso arrumar tanta coisa ainda. Nem sei com que família vou ficar. Ainda estou superando o baque que tive com a família cristã que se reserva o direito de não comentar seu posicionamento com relação a comunidade lgbtq. Ai ai, vamos em frente, leãozinho.

Meio que é isso.

P.S.:Esse é um site maravilhoso e um teste que recomendo ao mundo todo fazer porque os tipos de personalidade são muito bem detalhados e é tudo super accurate! Este é o meu tipo, a propósito: aqui . Pretendo levar isso pro Sérgio também, aliás.

16/05/2017

To be


É tudo tão maluco. Tão rápido.
Em menos de dez consultas já aprendi e reconheci tantas coisas.
Ainda resta muito, mas é tão claro como pesos foram retirados do meu peito.

É tão claro como dores minhas foram causadas por coisas que eu jamais me permitiria aceitar e confirmar.
Pensar, mais do que isso, ouvir de alguém que posso ser e dizer o que quiser é único pra mim. Não que essas coisas não tenham sido repetidamente ditas, só que esta é a primeira vez em que estou conseguindo aproveitar e ser eu mesmo.
Só de pensar nisso tudo já choro, ainda sorrio, pois é mais forte que eu o impulso de esconder a fragilidade, mas não importa. Um grande passo foi dado.

Posso me irritar, reprovar, me estressar, e principalmente magoar os outros. Não há condenamento para nada disso. Não há razão para que eu me ponha na forca por nada disso. Parece um pensamento um tanto óbvio colocando dessa forma, mas é tão novo e libertador.
Uma vida não atrelada ao bem estar e cumprimento de metas alheias (mesmo que estes "outros" me sejam queridos) é tão maravilhoso, tão assustador que por anos e anos nunca permiti a mim mesmo experimentar essa sensação; esse modo de viver.

Viver, de fato.

Viver pra mim. Sem me doer por não ser ideal, por ser espontânea até nos meus momentos ruins.
Mostrar que tenho uma parte ruim, esta é uma das chaves principais. Uma eterna angústia, o que me apavora na hora de criar vínculos. O que me apavora na hora de mantê-los.

Aprender que não há problema em ser como sou, rejeitar partes de terceiros e ao mesmo tempo abraçar e compreender as minhas próprias partes jogadas por anos no fundo da alma e etiquetadas como vergonhosas é um processo duro, mas imensamente recompensador.
Duro porque lidar de frente com características que me foram passadas como negativas é algo penoso, pelo menos por enquanto.

Bem, eu chego lá.
A gente sempre chega.

E eu não tô bem, ao menos não exclusivamente bem. Isso é ok. Não há qualquer obrigatoriedade e muito menos uniformidade em meu estado de espírito e essa consciência é linda.

02/03/2017

leão



Percebi que estou com mania de mãos. Sejam ilustrações, fotos ou mãos de gente que vejo na rua, me chama a atenção e comove... Acho que nunca prestei muita atenção em andar de mãos dadas, algo bem subestimado agora que parei pra pensar.
Tem coisa mais doce e terna do que o processo de lenta e timidamente entrelaçar as mãos?
Nha.

As vezes eu esqueço como amo Cold War Kids. Me toca bem fundo, é maravilhoso.

Ontem foi um dia cheio. Fui ao psiquiatra que minha tia recomendava há meses. Ele realmente é incrível, consegui falar muito e ouvi coisas que foram importantes e realmente sumarizavam o que se passa em mim.
Um dos pontos que mais me marcou foi o fato de ele dizer "Eu não esperaria mais de você por não ter motivação pra se esforçar pra conquistar o que você quer genuinamente pra sua vida. Afinal, você passou todo esse tempo como Camila Objeto, isto é, vivendo de acordo com o que esperavam de você, enquanto filha, estudante, cidadã, familiar, amiga. Nunca olhou pra si de verdade, como sujeito."
Poxa vida, e não é que é isso mesmo?
Não me passaria nem em um milhão de anos essa explicação! Sei que tenho grandes problemas com críticas externas (porque as internas já são bem fortes), mas pensar que realmente minha vida foi moldada para a adequação e busca de ser motivo de orgulho dos outros é uma constatação um tanto surpreendente. É tão verdade.
Eu achava que me faltava maturidade pra saber lidar com a falta de responsabilidades claras, quando na verdade nem aprendi como proceder quando gosto genuinamente de algo. Não aprendi a ir atrás por mim e não pelos outros. Que loucura.

Quero muito voltar mais vezes pra conversar com ele. Me fez tão bem, sinto que posso melhorar com a sua ajuda. É reconfortante.

Falando em reconfortante, ontem também revi um amigo meu de muitos anos. Pla-chan se descobriu trans e agora é um garoto gay. Continua igualzinho, foi como se nunca tivéssemos nos distanciado.
Antes de ir estava um pouco apreensivo porque não o encontraria sozinho e sim com o namorado (também trans <3) e dois amigos.
No fim correu tudo maravilhosamente bem, os amigos eram uma graça e o namorado dele se acostumou comigo com o passar do tempo.
Nunca tinha convivido com pessoas trans como eu. Ah, como foi maravilhoso!!
Eles falavam naturalmente de causos de leitura social, o incomodo de usar faixas, cirurgia e mudança de nome. Era um ambiente tão seguro, pude pela primeira vez verbalizar e me autodenominar com pronomes masculinos, que sensação gloriosa e certa!
Depois da conversa com a minha mãe fiquei ainda mais confuso sobre tudo, questionando a possibilidade de ser mesmo uma fase louca ou não, mas depois desse tempo ainda tenho disforia esporadicamente e me sinto confortável no masculino muitas muitas vezes. É, resolvi deixar de lado qualquer label que seja.
Espero poder conviver mais com meu amigo e seu grupo, pois quanto mais conseguir ser inserido, melhor.

Eu tava escrevendo isso dia 25-02, mas meu note desligou do nada e resolvi deixar pra depois.
Agora já perdi completamente o que queria colocar mais, então achei melhor deixar como está.
Foram dias bons.

27/01/2017

Forrózim do amor e pró-atividade


Cara, o que é o poder do forró, não é mesmo?
Em duas madrugadas, mais ou menos umas 6h terminei um layout lindinho (um dos meus preferidos, eu diria) pro aeg!
Não acho que eu vá conseguir colocar em prática meu plano de programar todos os posts pro período da viagem, mas vou tentar postar pelo menos enquanto ainda estou por aqui. O tempo me falta, mas a gente dá um jeitinho ~

Comecei a ver Haikyuu e é MUITO BOM. Cara, todos os personagens são tão cativantes, meu deuso. Tô adorando, é  um anime que me deixa ligadão, com fé na vida.

Só isso mesmo. Tô cansadinha depois de passar horas pilhada com a música e os códigos todos.

25/01/2017

Hoje foi um dia bom.


Ai, cara não sei se é o efeito do Policromo (álbum do 5 a Seco mencionado no índice, só preu deixar escrito em todos os cantinhos possíveis hahah), mas tá me dando uma dorzinha boa no peito e junto dela uma vontade espontânea e sem rumo certo de escrever.

Nesse ano novo a gente já ta chegando em fevereiro e cada dia que passa acho que tô melhorando um pouquinho.
Sinto que talvez esteja começando a aceitar meus dois anos de "férias sabáticas" como diz a Lu e não me culpar tanto por não ter um empenho nível aluna nota 10.
Além disso minhas crises e meu medo constante de morrer está ficando cada vez mais fraquinho, o que é um excelente sinal. Nem falei disso aqui no blog. Não vou me estender, mas num resuminho absolutamente tudo que acontecia a minha volta (e internamente) me remetia a morrer algum dia e isso me apavorava e provocava crises de ansiedade etc e tal, comecei a tomar um calmante fitoterápico que foi ajudando e agora esses pensamentos tão bem fraquinhos. Não vejo a hora de reaprender a viver sem pensar nisso (: .
Além disso estou dando certa vazão as minhas vontades e hobbies, o que certamente me faz um bem enorme. Adoro ver animes, ouvir músicas fofas e jogar meus otoges lindinhos. Adoro ficar a toa sem sofrer por isso. Em doses moderadas, claro.
Quero alguém...
Recentemente visitei o twitter do Ronaldo e vi umas fotinhos dele com a menina lá. Foi melhor do que eu esperava, sinceramente. Deu um certo desconforto, mas a experiência como um todo foi bem branda e pouco dolorosa. Um avanço consistente nesse tópico eu suponho? Esperamos que sim.
Retomando: quero alguém diferente... Tentei ficar com meu amigo, mas foi esquisito e nem um pouco realizador. Valeu pela vivência, pelo menos. Aprendi umas coisinhas sobre mim.
O problema em querer é que preciso sair por aí procurando conhecer pessoas novas e por mais que isso seja algo legal, ainda não cheguei no nível de ânimo o suficiente pra tal façanha. Quem sabe mais pra frente.
Quem sabe eu conheço um mozão no Canadá, né? Só Deus sabe quantas trilhares de vezes já idealizei isso. Sou uma criadora de expectativa incurável, é o que me move.
Acho que estou entrando outra vez na fase mpb do amor próprio e cafuné mental hahah <3.

Tô pleno hoje. Nem tudo é como eu gostaria, mas deve ser como é pra ser mesmo. Então a gente fica okzinho né, o que mais.

20/01/2017

Ozmafia de novo porque preciso falar dos feels


Scarlet babe, você é tão melhor que a chapeuzinho vermelho original, certeza que você não deixaria sua pobre vovozinha ser engolida pelo lobo <3.

Ai, cara <3. Só amor por esse jogo, mesmo, nada fora do comum. Já começo com print pra abalar ~

Depois de começar a jogar e largar depois de ter os dois primeiros endings de nosso digníssimo Kyrie Malfoy acabei deixando de lado minha introspecção otomezística, mas 2017 veio e com ele minha vontade de retomar coisas que estavam me preenchendo e tirando o desespero das crises. Entãaaao, voltei a jogar ontem e de acordo com a Steam completei 24h horas jogadas no total, o que é um tiquinho de nada comparado a estimativa de 80 horas totais do jogo que vi por aí.

Bem, o tempo jogado não importa, o que conta é o conteúdo e GENTEM, quanto conteúdo. Primeiro que peguei várias ceninhas novas do Kyrie o que realmente foi uma recompensa depois de aguentar todas as frescurices dele hahah. Apesar de ter sido minha primeira escolha, foi um processo meio penoso amá-lo acima de todos os defeitos. Não que sejam muitos, é só que o jeito dele é estressante, fala tudo ao contrário e eu fico toda maluca porque pra variar a heroína é uma molenga e isso faz as coisas não avançarem e SDNFGKANGKLA. Pois é.
Mas de qualquer forma ele continua sendo meu chuchuzinho, tsundere da mamãe. Como eu já tinha feito as duas rotas principais acabei revendo mais o jogo incialmente porque tinha umas coisas das quais eu nem tinha mais lembrança.

Aí depois de conseguir todas as ceninhas extras foi hora de partir pro *que rufem os tambores -não sei que onomatopeia se encaixa aqui- *Caramia mozão <3!!


PUTAQUEPARIU NÉ? Assim que ele disse esta linda e divina frase só faltou eu ter um cavalo pra cair dele de vez. Leãozinho do meu kokoro, assim você me destrói, ai cara.

[Comentário do veneno] eita que óculos ruim foi esse que te colocaram, né mozão? Claramente você ficaria lindo com um redondinho e tal, super nerd chic, mas tudo bem a gente releva porque o amor é maior. Beijo, me casa.

Nossa, como a vida é mais fácil com esse leão fofo, meu deus. É engraçado dizer isso porque é literalmente a palavra que expressa melhor o que senti entre o relacionamento do Kyrie e do Caramia.
Com o Kyrie meu amor foi a primeira vista com o mangá e eu levo isso a sério com personagens haha. Logo no prólogo de Ozmafia eu me apaixonei por ele e pelo Scarlet (meu outro mozim, não vejo a hora de jogar a rota dele) e no jogo foi um certo baque ter que lidar com a personalidade a la bicha má dele, e em contraposto a do Caramia se sobressaia ainda mais como adorável e algo muito mais próximo do meu modo de agir.
Um é exatamente o oposto do outro e soma-se a isso o fato de que o Caramia é um felino, o que eleva a fofurice e perfeição dele a níveis estratosféricos!
Sério, perdi a conta de quantas vezes minhas bochechas doeram de tanto sorrir, é muito lindinho o modo como eles colocam pequenas peculiaridades dos gatos nos hábitos dele.
Primeiro ele é todo dorminhoco e ISSO É TÃO BONITINHO, e aí tem também o fato de ele não gostar de banho, mas ser limpo a ponto de não incomodar as pessoas (estas sendo as palavras dele, cara é muito cutecute, não aguento) e pra coroar ele gosta de ler! E de tirar sonequinhas quando dá sono depois da leitura. AAAAAAAh, cara é muita chuchuzice pra um personagem só, senhor!




E ele super me lembrou do Cuca, porque tem a saúde frágil e tal... Resumindo, só coisas boas sobre este serzinho <3.

Ai sim, antes de ir pra rota do Caramia eu descobri várias coisas óbvias, mas que com minha percepção lerda ficaram em off sobre o visual dos personagens que foram, assim, reveladoras. Primeiro tem o fato de o Caramia ter as mãos meio que numa posição que lembra uma patinha de animal, que é um detalhe muito meiguinho.

Aí também tem a comparação entre a família Grimm e Oz em que o Kyrie é a versão crescida e (muito mais decente) da Gretel, o Caramia do Hansel (que eu queria MUITO que tivesse uma rota, porque aquelas covinhas e o modo alegrinho dele me conquistaram desde o mangá) e o Axel o Scarlet.

 


Pois é, olhando agora é algo bem óbvio, mas demorei pra notar isso tudo hahah. Ai ai, é engraçado como o Scarlet que é desde o início um dos meus favoritos é linkado com o Axel, o que menos me chamou atenção do trio principal.



Ai e falando em Scarlet: quantos momentos fofoooooos. Esse menino é fora de série, senhor do céu! Ele é total cinnamon roll, too good for this world too pure <3.



A gente é super parecido, cara! Ele é todo certinho e a favor das coisas seguindo as regras etc etc, dá vontade de dar estrelhinhas douradas pra ele e uma medalha de aluno do ano porque olha, é muito exemplar esse binino.

[Pausa] pra constatação do quão trouxa a pessoa aqui é. Eu tirei fucking fotos dos momentos que eu queria colocar aqui, sendo que todo esse tempo prints seriam muito mais simples e contariam com uma qualidade trilhões de vezes melhor... Como não pensei nisso? Eita nóis, não é a toa que amo tanto o Caramia, somos os dois uns baka lions, mesmo hahaha. (Ou Bakaraion como diria o Kyrie, parece uma palavra só, toda vez que ele fala eu sorrio, não deixa de ser fofo o engrish)

Bom, pois é. Queria muito surtar e desabafar sobre essas coisas todas. Tenho 95% de certeza de que este post tá extremamente mal escrito, mas são quase 4h da manhã e estou super cansadinha então, sim, vai ficar assim mesmo.

Queria ter mais disposição pra continuar falando de ozmafia porque, olha, é um assunto que rende um bom tempo agora que to na pilha, but o corpitcho não permite. Preciso mesmo dormir.
Amanhã vou visitar minha família paterna e passar o final de semana no sítio com meus tios, primas e gatinhos <3. Só coisa boa por vir, certamente.

Enfim, hasta la pasta ~