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19/06/2024

e seguimos, com caos mesmo


Entra ano, sai ano, e eu não aprendo a tirar férias. Cá estou em mais uma semana costurada por tarefas do trabalho que ficaram por fazer, projetos que não tive coragem de abdicar e convites que não recusei, porque não sei respeitar meus limites. Sinceramente, eu tô mesmo é precisando definí-los, respeitar ainda é um passo à frente. 

Como eu tava falando há 2 semanas atrás, tá um mix de coisas boas e ruins rolando ao mesmo tempo. Na micro escala, na macro tá meio horrível generalizadamente, mas não tô em condições de pautar isso agora.

Finalmente furei a orelha, de novo haha. Essa era uma mini-meta desde o ano passado que eu não conseguia desenrolar, porque ainda me desespero pra marcar coisas que só dependem de mim. Mas rolou, sucesso.

Outra meta em andamento é começar a estudar espanhol! Enfim, demorou mas saiu e tá me deixando bem feliz. Não sei o quanto meu cérebro sobrecarregado é capaz de reter das aulas, mas quero acreditar que estou avançando e que ainda que imperfeita, a minha memorização e aprendizado estão rolando.

Por enquanto as aulas são com um prof latino bem legal e tranquilo, mas acho que em breve deve mudar pra uma professora brasileira. Não tenho opinião formada sobre isso, mas espero que seja tão tranquilo quanto agora. E também espero que eu consiga criar um elo com minha colega de classe que trabalha na minha empresa, mas que aparentemente ou é muito tímida ou não quer de jeito nenhum me conhecer hahaha. 

Sério, semana passada foi uma aula "completa" e eu tava no escritório numa salinha individual de reunião e aí quando essa moça entrou ela tava com o mesmo fundo de salinha individual e apesar de eu ter falado que estava no escritório etc teve 0 movimento de "vamos dar um oi depois da aula". Achei curioso, queria fazer amizade com mais gente que quer/precisa falar espanhol na empresa. Vamos ver.

Fora isso não tenho muito mais coisas boas.

Dentre as coisas neutras-positivas: levei os gatos pra cadastrar no convênio médico, fiz várias apresentações bem legais sobre vivência LGBTQIAPN+ no trabalho, que ao mesmo tempo foram ótimas, mas me custaram muita energia e horas, tem dado tudo certo durante a programação do Mês do Orgulho no trabalho... E é isso, acho.

Não vejo a hora de acabar esse mês, tô muito cansade, pelo amor de deus. Realmente foi o mês mais recheado de coisa que essa empresa já viu, mas a custo da minha sanidade e integridade física e psicológica, socorro. 

Hoje mesmo tava conversando com uma amiga sobre o fato de eu precisar encarar o trabalho dentro do grupo de afinidade como "trabalho" e não "voluntariado", porque preciso me forçar a fazer caber dentro das minhas 40h e não me desdobrar pra fora disso.
Na real já tá difícil fazer tarefas corriqueiras caberem nas 40h da jornada, imagine colocar mais coisa... Mais um desafio de impor limites que eu ainda não consegui definir quais são, ainda mais pensando em serem "saudáveis". Por hora o que eu tenho é "o limite de ser incapaz de funcionar" e ele não dos melhores. 🙃

Olhando por esse lado, até não postar no blog se encaixa no ultrapassar constante dos meus limites. Eu transbordo cotidianamente e sequer paro pra fazer redução de danos. Me toquei disso quando fui tentar falar sobre uma apresentação que eu fiz ano passado e que hoje não lembro de absolutamente nada. 
É bizarro pensar que com 26 anos sou incapaz de lembrar de um evento de passado próximo, mas é o que o estresse faz com as pessoas. E apesar de aceitar e falar abertamente que sou uma pessoa estressada, nenhuma das duas coisas ativamente me ajuda a sair dessa lama. 

O foda é que pra sair disso eu preciso dos limites, depois preciso respeitar eles, e aí exigir que as outras pessoas também respeitem. Muita coisa pra fazer, além do que já tá no meu prato. Já me cansa só de pensar haha.


E por falar em cansaço, acho que já vou logo dormir, porque de ontem pra hoje fiquei da 1h às 5h30 da manhã fazendo coisas do trabalho e já to capengando.

Não tá sendo só trabalho, saí ontem e hoje com amigos, to aqui escrevendo no blog, etc. Mas realmente as costuras entre descanso-trabalho não estão das melhores, de um jeito que tá óbvio até pra mim. Enfim, espero aprender a lição dessa vez.

Vou tentar fazer uma listinha de desejos desse ano antes de desligar aqui. Por hora, boa noite.

06/05/2023

Nunca é pouca coisa, mas pelo menos agora é um montão de coisa boa

As coisas tão indo muito muito bem. E eu tava sentido que tava tudo muito muito bem, mas agora olhando pro branco do post me deu aflição de começar.

Medo de que? Confesso que me assusta sentir um aperto no peito nesse momento. O blog tem sido meu refúgio por tantos anos, literalmente mais de uma década. Sentir ansiedade de pensar em postar me parece um pouco desesperador, mas por agora vou passar por cima dessa sensação e afirmar que foi algo momentâneo e que não vai voltar. 

Sei lá, vai ver é efeito colateral de aniversário. Tava achando diferente demais nenhuma deprêzinha de niver. 

Bom, vamo lá. Ser apesar disso. Acima disso. 

Aconteceu muita muita muita muitamuitamuita coisa, é claro.

Dentre elas, mesmo antes da revolução que foi a viagem pra Porto-HolandaBarcelona-Algarve, assim mesmo, com os traços pra indicar os hiatos em que tive que trabalhar e perder anos de vitalidade (GASTANDO EM EUROS), muita coisa já tava cozinhando por aqui. 

Ainda não consegui decidir se minha nova psicóloga é muito boa ou se eu que tô numa fase de muita resolução e avanço de vida. 

Pausa.

Fast forward em 1h porque parei pra rever o blog e entrei num buraco de minhoca de memórias revendo retrospectiva, que foi pra lista de desejos, que foi pro MAL, que foi pro pinterest, deu ansiedade e voltou.

Depois das poucas sessões que fiz com o menino da fenomenologia (que pena que não durou, mas infelizmente só consigo pensar nele como "menino", talvez "migo", mas nunca psicólogo kkcry) passei a tentar falar menos "tenho ansiedade" ou "sou uma pessoa ansiosa" e atribuir a sensação a momentos. Só que agora eu menciono ansiedade com tanta frequência que não sei se ajudou muito... 

Bem, já faz um tempo que olhar o pinterest era algo que me causava desconforto. Desconforto esse que sei bem do que é feito, mas que segui e sigo empurrando pra baixo do tapete. 
Eu sei que não desenhar ou produzir nenhum tipo de arte não é o ideal pra mim. Desde a pandemia comecei a cavar o abismo entre mim e arte, tenho plena consciência disso e me encontro bem aí, na parte mais funda, sem escadinha.

E assim, eu sei. Eu sei eu sei eu sei e odeio que eu sei. Porque depois de tantos anos fazendo outras coisas, descobrindo e aperfeiçoando partes de mim que importam e me inserindo em espaços que também fazem sentido além da arte, sinto que enferrujei e isso acaba comigo. 

Então afundo a cabeça na areia, daí surge o pinterest cheio de coisas que combinam comigo e eu sofro.

Sabe, em Barcelona conheci o Jacob, um professor de arte austríaco. E conversei com ele fingindo que os nossos mundos ainda eram parecidos, que eu vivia a mesma coisa que ele. Só que era Cami de 5 anos atrás falando com ele, costurando retalhos de vida atual pra tentar não acabar com a fantasia. 

Por ter tido frustrações com o meio "ilustrador/artista/designer" aqui em sp nos últimos anos acabei me afastando propositalmente dessas pessoas e, sem esse "incentivo", acabou que me afastei das coisas boas também e demorei a perceber que fazia falta. 

Agora que tem um buraco enorme, evito olhar muito pra ele. Fecho o pinterest e volto a escrever. Hahaha.

A parte boa é que isso vai mudar. Esse ano, que parece estar finalmente começando, eu e Nathi vamos fazer A Retomada . Tô confiante e esperançoso. Vai rolar.

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Fora isso, tem mais várias pautas na agenda. Claro que a maioria delas não vai sequer beirar o post, porque já tô cansando e mal comecei a falar da viagem... Ai ai.

Consegui um novo emprego. IHU, senhoras e senhores.

Depois de prometer a mim mesmo que eu sairia da empresa até abril e passar por uma frustração de, não só não sair antes de abril, mas também viajar trabalhando 2/3 do tempo e FAZER ENTREVISTAS também nesse meio tempo, finalmente a glória veio. 

Na moralzinha, não é lá tuuuudo que criei na minha mente. Meu convênio médico agora vai ter coparticipação (esperava mais, dona Gympass), meu salário não vai aumentar drasticamente, nem os benefícios, mas sabe o que? Foda-se, eu tô MUITO FELIZ. 
Eu almejo essa vaga há mais de ano, é meu primeiro degrau. E se tem algo que sei fazer bem, é ralar pra subir escada corporativa em tempo recorde. Então assim, só alegria.

Depois da dissociação que foi o período pré-viagem, em que não consegui sequer pensar ou contar pra minha psicóloga que eu ia viajar, porque o desgosto de ter que trabalhar era tanto que não dava nem pra pensar em planejar nada, agora é tempo de festa, orgulho e respiro.

Terça-feira vou ter a famosa conversa com minha chefe (e meu ex-chefe) e ver até quando trabalho. Minha data pra começar na vaga é só em junho, então minha ideia é tentar pegar pelo menos 2 semanas de descanso. Duas semanas tal qual o tempo de férias que me foi negado, olha só como o mundo dá voltas, menine. ✨ 

Pois é, o trampo veio, agora é seguir riscando os itens da listinha de desejos. Daqui pra cima.

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Cansei já. 

Queria que o post se materializasse diante de mim, prontinho haha.

Como não é o caso, vou tentar fazer um apanhadão pra finalizar e dormir (aham, sei).

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Primeiro, deixo aqui documentado que, no período de 20/04 a 23/04, eu fui a pessoa mais gostosa e desejada de Barcelona. Não sou eu que decido, é a voz (e as encaradas) do povo. 

Sério, além de toda arquitetura de tirar o ar, aquela cidade me deu a confiança de milhões que nunca existiu em mim. 

Lá o padrão é encarar. Encarar se acha bonito, feio, esquisito, se tá tentando decidir o que achar. É a norma. 
Como uma pessoa não binária bem longe de casa, no começo foi meio assustador. Mas pagando caro e com cada minuto sendo um minuto a menos da minha viagem, graças a deus meu cérebro criou o interruptor "grande goxxxtosa" e deixou colado com fita isolante até o embarque de volta pro Porto. 

E quando as pessoas falam "ai, quando você se sente bem, os outros também te veem desse jeito". E ESSA MERDA É VERDADE, SABE???!!! Assim, acho uma palhaçada que uma frase trouxa dessas seja verdade, mas... realmente kkkkkkcry.

Saímos 2 vezes a noite e, cara foi incrível. Nunca me senti uma pessoa desejável. Sequer é algo que me passa na cabeça, afinal o espectro ace tira muito da minha percepção nesse quesito. Mas, sério, foi surreal. 
Fiquei com um monte de gente, o que, com certeza confirma que "quantidade ≠ qualidade", mas peneirando pra focar nas partes positivas, foi algo importante pra me ajudar a entender que, sim eu posso e quero me relacionar de novo.

Óbvio também que a única pessoa com quem fiquei e gostei foi também a ÚNICA que não peguei nenhum contato e ficará pra sempre assombrando a minha memória com tudo que a gente poderia ter tido (amo a ideia de você, Edward, na minha cabeça você é o único norte-americano branco que presta KKKKKK). Mas tirando isso, ter experimentado depois de tantos anos toque e troca foi importante.

Já faz um tempo que me enrolo no bumble e fico evitando todos os possíveis "sim" e essas experiências me fortaleceram pra olhar pra situação aqui em casa e pensar "acho que agora vai" hahaha.  

Ainda tenho algumas coisinhas pra fazer antes de cavar tempo pra encontros e beijinhos, mas agora parece bem menos distante. Progresso.

Confesso que ainda tô um pouco insuportável pensando "ain mas eu queria mesmo uma boquinha estrangeira hihihi", mas logo eu paro de graça.

Até porque, antes de mais nada ainda tem bastante coisa preu resolver antes de andar com isso.

Tem emprego, aparelho, tirar os sisos, ver se vou me mudar ou não esse ano, começar a fazer exercício, desfazer minha mala e tentar ser um ser humano funcional dentro de casa... Só pra listar algumas coisinhas básicas e de curtíssimo prazo. 
O brilho nos olhos vai já desaparecendo, vê? 🫠🫠🫠

Pois é.

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Agora, sobre sair de casa.
Pra encerrar também, porque tô cansadim.

Não é de hoje que minha casa tem se tornado um local de anulação ao invés de conforto. Eu e minha mãe infelizmente temos o mesmo mau hábito de se esvair e passivamente se acostumar às condições ruins que possam aparecer. A gente só... deixa ir. E isso é um atraso de vida que não posso me permitir ter. 

Antes tava claro pra mim que a solução era sair daqui pra resolver. Agora, depois de 3 (só três!) meses de terapia com a Aline, comecei a me questionar se não seria possível e imensamente realizador transformar a situação aqui de casa pra melhor e voltar a cultivar a relação com a minha mãe, que foi ficando soterrada por todos os problemas externos que anulavam e anulam a gente.

E putz, como isso é difícil! Porque parece algo ótimo, mas o trabalho emocional e físico que isso envolveria é enorme. E mudar seria mais simples, porém, todavia, entretanto... Enfim, um dilema.

É uma escolha que não tava visível e que agora complicou tudo, haha. 

As coisas podem ser boas dos dois jeitos. Eu posso, em teoria, dar uma melhorada na vida atual antes de me mudar. Só que pra isso preciso me mexer. E tá difícil.

Infelizmente a viagem não teve efeito nesse ponto. Voltei e continuo virando parte da mobília aqui em casa. Deixando pra amanhã a tarefa, o cozinhar, o arrumar, o "vamos chamar alguém pra consertar o filtro?". 

Sair dessa inércia é um dos grandes desafios dos quais tenho me esquivado nos últimos anos. Me escondi muito bem atrás da faculdade e das dificuldades no trabalho, sobrecarregando minha mãe no meio do processo. 

Sei que não dá mais, mas não quero sair da cama quentinha da autocomiseração. É foda. Espero conseguir me mexer.

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Adoro que consegui fazer um 180º de várias pautas boas e felizes pra um dilema que me come o sono, bem na hora de terminar o post. 

Incrível, um talento eu diria haha.

Pra não ficar tão pesado, colo com lantejoulas a experiência catártica que foi assistir Moonage Daydream durante o voô de volta pra casa.

Como é sempre um acontecimento pra mim assistir filmes estando só, tenho aproveitado as poucas viagens longas que fiz pra preencher esse vácuo. 

Moonage Daydream foi muito mais do que eu poderia esperar. Queria muito ter tido a chance de assistir em algo maior e mais imersivo do que a telinha minúscula do assento do avião, mas mesmo isso não diminuiu o impacto.

Dependendo do dia e se durar muito, pensar no David ainda dói. Agora mesmo, no meio tempo de pesquisar um pouquinho já me faz segurar lágrimas e uma tristeza que não tem cabimento e nem fim. 

Por isso, acabo ironicamente me afastando de consumir muita coisa de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Dessa vez arrisquei e fui ver o filme pra me distrair do moço que tava do meu lado, que era do tipo homem de meia-idade legal/chato que é bem intencionado, mas fala demais e cansa.

Foi maravilhoso. Fazia pelo menos 5 anos que eu não via um vídeo dele, então assistir a 2 horas de colcha de retalhos entre passado e presente-passado-vivo foi... Muita coisa. 

Fico feliz de ter tido a oportunidade.
Essas coisas que a gente não sabia que tava precisando, bem assim. 

É com essa sensação de aperto bom no peito que quero terminar.

Aparentemente, todo tempo do mundo pode passar, mas quem conduz o meu barquinho salva vidas é um homem-alien-entidade com uma das pupilas maior que a outra. 

Que bom.

07/02/2023

Suco de j-pop, pressão boa e euforia de gênero na balada

 


Ai umas coisas aconteceram e eu queria muito ter vindo aqui antes. Praxe né, eu penso muito o tempo todo, mas vir aqui que é bom, nada.

Bom, vamos lá.
Primeiro queria registrar a dificuldade em conseguir escolher uma foto de capa pro post, que saco. Tem me dado um pouco de aflição de pegar ilustras que não sei onde creditar e, quando não é isso, simplesmente nada me parece combinar com o que eu espero. Enfim, chatice que me faz perder tempo que poderia ser usado pra ESCREVER. Mandando essa direta pro meu cérebro pra ver se agiliza da próxima vez.

Vou jogar tópicos, pra caso eu não consiga desenvolver muito, pelo menos tenho um rascunho de onde partir.

  1. o ano começou de verdade agora. tô indo em um milhão de consultas, vendo quanto que fica a brincadeira de colocar aparelho (não é barato kkcry), enfim fazendo a vez de pessoa adulta responsável pelo meu bem estar físico. ser adulto é um saco, não recomendo.

  2. tive minha primeira consulta com minha possível nova psicóloga!!!! ela parece bem legal, foi um pouquinho esquisito ter uma consulta em que ela ATIVAMENTE ficava em silêncio me esperando falar mais, mas acho que isso vai mudar um pouco com o tempo. ela foi um amor inclusive me perguntando como eu preferia ser tratado por ter me identificado como uma pessoa não binária e, assim, isso já ganhou todos os pontos possíveis comigo, sério. eu na real nem esperava nada da parte dela, foi um cuidado sensacional. 
    sei que é meio bizarro achar incrível ela fazer *o mínimo*, mas depois de o sérgio cagar pra essa questão, não levando em consideração sequer quanto pontuei pra ele que eu preferia linguagem neutra (fui soft), eu acabei apenas abstraindo esse fato das nossas consultas e ter alguém que olhe pra isso já me parece uau incrível porque, bem, eu não tinha o mínimo 🤡

  3. o greg tá meio bolado com a nossa amizade e tá me dando um gelo. há umas semanas saí com ele e uns amigos pra comemorar o aniversário e tal, pra mim foi muito bom porque eu tava com muita vontade de conhecer mais pessoas parecidas e tal e realmente foi uma tarde super gostosa... daí ele me vem perguntando "o que eu sinto sobre a nossa relação, é só uma amizade ou tem algo mais?" 
    assim........ amado?? já tivemos essa conversa e você me disse na época que não conseguia gostar de mim com a intensidade que eu julgava necessária pra começar algo romântico então, sim, 100% amizade. dei essa resposta pra ele e no fim não recebi uma elaboração de volta, só um "tô  esquisito com isso" e cabô. 
    sei lá, que seja. vou seguir o curso e esperar pra ver se ele ressurge, até porque não é como se eu tivesse com pouca coisa pra fazer, né? rindo de nervoso k k

  4. fui numa balada de novo depois de 84 anos (obg pandemia por tirar minha juventude de mim) e, uau foi incrível. primeiro porque fui com uma amiga muito querida e que dança na mesma frequência que eu, que é: o tempo todo e se mexendo muito haha; segundo porque eu usei uma blusa que esperei ANOS pra usar, comprei no canadá e fiquei esperando fazer a cirurgia pra vestir de novo, maravilhosa.
    ficamos planejando essa balada há quase um mês e desde o início eu pensei em usar a tal blusa (uma manga curta de tule furta-cor), mas me bateu um pouco de medo de usar e sofrer com possível transfobia, mas no fim deu tudo certo, me senti super confortável, dancei horrores, usei minha blusa mostrando a minha cicatriz linda e, foi realmente incrível. dá vontade de comprar um monte de blusa só pra isso hahah.
    único defeito da noite foi não ter tirado foto, o que acontece bastante já que sou uma pessoa idosa que valoriza tanto os momentos que acaba esquecendo que tecnologia tá aí pra isso.

  5. no dia da balada, tava conversando com a Lui (minha amiga da balada) e aí falamos de relacionamentos, monogamia, etc e me lembrei de uma fala dela de muito tempo atrás sobre "a gente buscar parceiros românticos que lembrem os nossos pais" (que sim, tavamos levantando aquelas falas freudianas tão batidas) e naquela hora eu falei "amiga, nadavê" só que aí recentemente me veio umas coisas na cabeça:
    - algumas das coisas que eu procuro em parceires é o cuidado acima da média e gosto leve por controlar e fazer a vez de ser o cérebro do relacionamento e, sabe que isso é bem a vibe da minha mãe mesmo? k k quem diria
    - apesar de ter essas preferências acabou que eu nunca tive um relacionamento em que gostasse mesmo da outra pessoa e/ou tivesse esses quereres respondidos, por isso acabei nunca ligando uma coisa com a outra, mas pois é... tá aí.

  6. outra coisa que acabou surgindo na minha cabeça faz um tempo é uma curiosidade sobre dinâmicas DomxSub, porque a vida me trouxe tantas histórias que traziam isso no enredo que não dava pra ignorar se eu quisesse ler as coisas. 
    uma coisa que acho engraçado em mim é a inclinação de ponderar sobre coisas que em linhas gerais eu tenho um afastamento total, mas tentar ver se algo pode servir pra mim ou não, em especial sobre questões comportamentais/sexuais. 
    já faz mais de ano que eu acompanho uma pessoa nb no instagram pra quem a pressão do bonding é algo que traz conforto e uma relação de estar no mundo que ressoou muito comigo:

    "Pressure is a relational response — an impression (a track) as well as a simultaneous release.
    This is Relational Mapping at heart with distinctive signatures of kinship.
    Saying… “I am here because you are here.”
    “I am because you.”
    “I you”
    “Ayllu“ - kinship ties in Quechua" 
    isso foi uma coisa que me impressionou bastante, porque na hora que eu li sobre essa pessoa, não conseguia transportar isso pra um cenário possível na minha vida, mas ao mesmo tempo sentia que naquela experiência tinha uma verdade minha que eu ainda não conseguia enxergar. hoje eu começo a achar que posso estar começando a enxergar algumas coisas. 

    hoje faz mais de um ano desde que comecei a acompanhar essa pessoa, como falei foram aparecendo algumas histórias que envolviam relações de DxS e fui parar pra considerar as coisas com mais calma. 
    sendo 100% honesto, sempre me pareceu completamente assustador se colocar a disposição de um relacionamento a primeira vista violento e desigual, mas acabei entendendo que na verdade muito disso tem a ver com preferências, sadismo e não dominação e má representação na mídia. 
    comecei a olhar pras coisas que eu queria e, no fim, um posicionamento submisso é sim algo que faz sentido pra mim. eu gosto de controle, rigor e premiação, só nunca encarei as coisas nesse enquadramento de palavras. o que não gosto é de dor e humilhação, mas até aí pra cada um o seu, né? tudo se conversa.
    não acho que isso vá mudar nada na minha vida amorosa, já que minha libido é praticamente inexistente, mas foi um ponto importante de autoconhecimento.

    para além dessa questão, o lance da pressão foi alvo de umas boas horas de foco nas últimas semanas. faz um tempo li que pra pessoas autistas a pressão pode ser útil pra focar, auto-regular e se acalmar. não que seja o meu caso, mas a ideia de aplicar pressão trazer conforto fez muito sentido pra mim, porque o que imagino pra parar com crises é "me envolver num abraço/colo" e esse pensamento vem junto de uma sensação de aperto no tronco e braços que me acalma.
    então sei lá, parece fazer sentido que talvez o apertar seja uma coisa que pode me fazer bem. a partir disso, comecei a procurar por shibari, que é a arte japonesa de amarração e fiquei horas... horasssss pesquisando sobre, até quase comprei um curso online hahah.
    também não acredito que seja o momento pra ver isso com profundidade, até porque minha lista de objetivos esse ano tá enorme, mas foi algo inusitado na minha vida, considerar todas essas coisas. 

  7. mais uma vez, sinto que estou voltando à fase de precisar de precisar de um crush artista. isso aconteceu algumas vezes desde a minha adolescência, acho que é uma forma de direcionar um pouco da minha atenção e tensão romântica pra alguém que está convenientemente longe e inalcançável pra eu poder pensar menos em ações concretas de encontrar pessoas perto. 
    nesse mês, acho que também por conta do encontro com a Nathi ter sido algo que me reconectou com muitas coisas do passado, estou numa fase de retomada de jpop/jrock e com isso um pouco de busca pelo crush artista da vez (eu quase coloquei foto dele ou dele como capa do post, alguém precisa parar os artistas tatuados no japão, por favor). por enquanto nada passa de horas pesquisando e depois nem lembrando o nome, mas é um comportamento que me faz prestar atenção na possível zona de conforto que eu quero entrar, pra não fazer o esforço de conhecer gente de verdade. 
    enfim, é bom fazer terapia pra saber diagnosticar, só preciso do próximo passo que é tratar as coisas hahah

Tem mais coisa, mas já tô caindo de sono e amanhã a vida proletária continua, então fica por aqui.

Sempre bom voltar, tô em casa.

P.s.: FIZ UM ANO DE CIRURGIA NO DOMINGO E NEM ME TOQUEIIIII!!! Ou seja: tive o momento super feliz e gostoso de me sentir incrível na balada na virada do dia pro aniversário da cirurgia, ó que simbólico ❤️

15/08/2022

Tá tudo muito rápido, mas eu preciso falar umas coisas

Alou.

[sobre trabalho e sair da casa da minha mãe]

Mais uma vez chega a fase em que eu não quero mais trabalhar e fico enrolando pra tudo... Normalmente, é um sinal de que chegou a hora de pensar em fazer outra coisa. Será que agora vai (de novo)? 

Já conversei com chefe algumas vezes sobre desenvolvimento e carreira, essas paradas chatas do mundo corporativo e, bem, para ele eu ainda preciso demonstrar várias coisas até que possa merecer uma promoção. Não acho que ele esteja errado, até certo ponto. Sinto que eu poderia muito bem estar um nível acima, considerando não só minha expertise, mas também meu envolvimento e desempenho como um todo. Nem que fosse só um aumento pra motivar, sabe?

Enfim, acho isso um saco. Já conversei com vários amigos sobre e todos eles acham trouxa como a minha empresa tem processos bem estranhos pra promover a galera. Esse é um dos grandes motivadores pra eu sequer enxergar que meu tempo lá vai durar muito. Desde que percebi esse formato de "sabe-se lá deus quando você vai ser promovido" já me fez pensar na hora que mais de 2 anos não fico. É um pouco cômico pensar que ainda vou completar um ano daqui pouco mais de um mês e já sinto que estou estagnando. 

Também não posso ser uma pessoa ingrata, ter mudado de emprego me proporcionou muitas coisas boas, inclusive um aumento que eu precisava há tempos, mas que hoje em dia já não é suficiente. Uma coisa boa não cancela as outras negativas, assim como em relacionamentos com pessoas, com trabalho não é diferente, então não vou passar pano pra me iludir de novo.

Há umas duas semanas, mais ou menos, meu avô ficou internado (ele está bem agora) porque seus níveis de sódio estavam baixíssimos (eu nem sabia que isso era possível, já que a gente normalmente vive "controlando sódio" por comer porcarias industrializadas) e durante esse período minha família teve que se desdobrar pra conseguir dar conta da situação, que foi esta:

- minha avó não podia ficar sozinha na casa dela, já que em 60 anos de casados eles nunca ficaram longe um do outro;
- meu tio apesar de bem intencionado tem as capacidades de, no máximo, um adolescente quando se trata de ser uma pessoa funcional e adulta;
- os gatos, daqui de casa e da casa da minha tia precisavam de alguém com eles pra dar comida e água;
- alguém precisava ir ver o meu avô e receber os relatórios médicos diários durante a internação.

Com tudo isso e depois de algumas conversas com entrelinhas duras, minha tia foi convencida (e obrigada) a passar alguns dias com minha vó e eu fui pro apartamento dela cuidar dos gatos enquanto isso, já que posso fazer home office de qualquer lugar.

Nesse meio tempo, uns três dias, a mudança de ambiente me fez muito muito bem, despertando de novo a pulguinha atrás da orelha de querer ter minha casa de verdade

É engraçado como mesmo tendo "voltado pra casa" depois de vir do Canadá, não consegui mais me sentir totalmente confortável morando no apartamento de sempre junto com a minha mãe. Mesmo as coisas estando milhões de vezes melhores com a Tchela tendo se mudado daqui, mesmo eu tendo meu próprio quarto, mesmo os gatos estando aqui, mesmo com tudo isso... Uma parte de mim ainda se frustra e se entristece de não residir num lugar 100% do meu jeito. De mim pra mim, sabe?

Pois é, só que pra isso rolar, é preciso fazer escolhas: é preciso esperar ou dar guinadas na vida. 

As escolhas envolvem esperar para ter a minha casa quando eu sair do país, que a cada momento parece uma meta com mais e mais anos de espera; ou alugar algum lugar por aqui enquanto sigo juntando dinheiro; ou simplesmente desistir de sair do Brasil. Sinceramente não acho que eu vá desistir tão cedo, mas a ideia de poder fazer as duas coisas tem hoje um espaço na minha mente e no meu coração cada vez maior. Já dizia hannah montana, "the best of both worlds" hahah.

Com tudo isso em mente, fui atrás de alguns apartamentos pra alugar aqui por São Paulo e até achei alguns bem aceitáveis. Preciso ressaltar que tenho algumas considerações a respeito de alugar um lugar ainda aqui no Brasil. Me recuso a gastar dinheiro pra morar num apartamento, por mais lindo e impecável que seja por dentro, que fique numa área que não me dê gosto de andar e olhar o entorno. Se for pra ficar num lugar que eu saia na rua e não me encha de vontade de existir ali, nem me dou o trabalho, já tenho isso aqui onde estou.

Por isso minhas buscas por apartamentos até que resultaram em algumas opções legais e interessantes, tive aquele friozinho bom na barriga imaginando esse novo pedaço da minha vida... Mas todo esse cenário é impossível com as minhas condições atuais. Não tenho dinheiro pra aluguel+contas+gatos+terapia+comida e gastos extras como faculdade, veterinário do Cuca (milão a cada 2 meses), tudo sem nem considerar 1 coisinha que seja de lazer e muito menos reserva de emergência ou fundos pra sair daqui. 

Resumindo: meu salário não dá pra isso. Eu precisaria de pelo menos 6 mil reais e isso é 30% a mais do que ganho hoje, então sem condições se tudo se mantiver como está. 

Aí que entra a segunda opção, dar uma guinada na vida. Alguns métodos são possíveis. Aos poucos estou retomando minha ideia de fazer comissions para furries, até voltei a desenhar depois de quase dois anos e estou tentando ver como encaixar mais esse trabalho na minha rotina extenuante trabalho+faculdade.

Outra forma de ganhar mais é pegar freelas de design, que é algo que odeio. Um antigo projeto que peguei por pena voltou recentemente e a moça que me contratou (por um valor quase equivalente a esmolas) quer fazer mais coisas comigo, mas ainda não sei se vai rolar agora que vou cobrar um preço minimamente digno. De qualquer forma, como mencionei é algo que odeio e me dá muita ansiedade, então prefiro nem considerar, coloco aqui apenas como documentação.

E, por fim, dá pra mudar de emprego e ganhar mais. Simples assim. Tão simples que, mais uma vez, meu amigo e ex-chefe me chamou pra que eu me inscreva em duas vagas para a empresa onde ele está, com possibilidades de salário entre, adivinhe, 6k e 8k.

Claro que nada é fácil, mas ele aparecer com vagas mais uma vez bem no momento em que minha cabeça tem rodado quase todo dia por questões de dinheiro me fez pensar em como pode ser realmente uma saída possível.

Não vou sair procurando um novo emprego. Mas essa chance aí caiu no meu colo e eu vou tentar fazer dar certo.
Embora me deixe um pouco triste pensar em sair do time em que estou agora, de nada adianta ocupar minha cabeça com um adeus que nem mesmo existe, então vou me fazer um favor e tentar viver um dia de cada vez.

Vou tentar, não me custa nada.

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[sobre mim]

Ontem fui ver o Len e a Gigi, duas amizades dos tempos do AEG que sobreviveram a todo esse tempo. Na verdade, reencontrei a Gigi (antes Okami) graças ao Len, com quem eu tinha conseguido voltar a falar antes de ir pro Canadá, mas depois de voltar acabei me distanciando durante minha fase de reclusão digital. 

Bem, o Len veio falar comigo faz um mês dizendo que estava no Brasil prestes a voltar pro Canadá pra  terminar a faculdade dele e aí conseguimos sair um dia e na última sexta fui até a casa dele pra gente passar a noite juntos e depois encontrar a Gigi e comer ramen como despedida antes dele voltar pra Toronto.

Tudo isso foi uma experiência muito gostosa. Há um tempinho, como falei aqui, eu estava sentido muita falta de novas amizades, em especial de gente que partilhasse das mesmas posições políticas e éticas. A partir daí conheci o Greg (meu amigo ecossocialista que quer ser mais que meu amigo haha) e é uma coisa muito boa, mas não era suficiente. E percebi que não era suficiente depois de sair com o Len e passar horas e horas falando sobre mangás, animes, desenho e todas essas coisas que acabei guardando pra mim depois de terminar o curso de animação. 
Mesmo na VFS, apesar de ser muito incrível poder conversar com gente que entendia o meu amor e intensidade sobre animação e ilustração... nunca encontrei (ou nunca me abri o suficiente para encontrar) alguém com quem fosse possível falar de BL, otome games nem nada disso. Mesmo gente que conheci durante esses anos e que gostavam de anime/mangá, são tópicos muito genéricos e que abarcam um monte de gêneros, então não consegui me alinhar com ninguém. Mas o Len e Gigi seguem na mesma frequência que a minha e pude perceber como isso é bom e faz falta.

Recentemente a Mei também veio aqui em casa, foi uma grande conquista pra mim, já que uma das grandes forças motivadoras de eu querer ter um lugar só meu é poder convidar as pessoas pra vir ficar comigo e fazer rolês baixo custo e alto conforto hahaha. 
Mei apesar de também gostar de BL, é fã dos doramas, enquanto sou uma desgraça pra assistir coisas sozinho haha. Com esse pretexto marcamos uma tarde pra começar a ver junto um dorama que ela me recomendou e também foi ótimo. Ainda não consegui mergulhar como faço com mangás, mas é bem fofo.

Sei lá, foram momentos muito felizes e que quero replicar. 

Existe a possibilidade de que eu esteja projetando tudo isso em cima da ideia de "ter um apartamento meu" e no fim seja mais questão de organizar minha vida pra comportar esses momentos na configuração atual, do que me mudar, mas por hora quero seguir com esse objeto de desejo/meta/frio na barriga.

Também falei pro Sérgio sobre minha descoberta sobre conseguir sentir meu coração e amar estar vivo. Acho que na hora ele quase chorou, ficou emocionado mesmo haha.
Foi bom compartilhar isso falando, me ouvir descrever a felicidade deu um peso maior pra tudo ♥.

Outra coisa boa que vale registrar é como tô felizãoooooo, usando minhas roupas do jeitinho que sempre quissssss!!!1!!!

Sério, é bom demais. A Tchela me deu 2 casacos ✨incríveis✨ e que eu tava querendo muito comprar mas similares tavam em torno de 600 reais e, obviamente, não comprei então os presentes dela tão realizando meus sonhos de inverno haha.

Me sinto um gostoso da porra, juro. 

Ainda quero umas blusas de gola alta, mas com o que tenho hoje já tô realizando vários sonhos cotidianos. 

Sempre penso em como roupa é uma coisa importante pra mim. É literalmente uma forma chave de me expressar e a questão é muito menos de "mim para o mundo" e sim a reflexão de "como estou me sentido" e como colocar isso pra fora através das peças. Enfim, momentos de vida de mim pra mim.

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Ai, eu ia falar de relacionamentos ainda... mas já tá muito tarde e amanhã começo cedo no trabalho.

Fico por aqui, foi bom escrever.

Falei com o Sérgio também sobre como tô tentando retomar hábitos que me fazem feliz e escrever no blog periodicamente é um deles. Espero conseguir.
Por hoje já quebrei meu recorde do ano de postar em menos de 1 mês, vamos torcer haha.

12/04/2022

Transcrição de um (longo) monólogo sobre como as coisas pesam


Vamos lá, cá estou eu agora fazendo um novo uso do meu...como que fala aquelas coisas que você fala e aí o computador vai entendendo e vai transformando em texto digitado? Bem, é isso que estou usando haha. Let's que bora.

Vou tentar postar dessa forma falada porque percebi que se eu não fizer dessa forma, simplesmente não vou postar nada enquanto eu não estiver 100% da cirurgia. 

Obs: Nossa acho incrível que ele até transforma os 100% em numeral, não sabia que isso acontecia acontecia hahah.

Ok, primeiro um overview rápido:

Obs 2: achei chique que o conversor voz/texto também entende palavras em inglês misturadas com português.

Obs 3: vai ser metade postagem sobre o que acontece na minha vida e metade eu comentando sobre os benefícios desse conversor de texto haha.

Vamos começar dizendo que tá tudo bem, né?

Afinal, eu estou bem. Tô me alimentando bem, tô me recuperando bem, tô bem no meu trabalho sem ninguém fazendo pressão pra cima de mim, teoricamente tá tudo bem... Mas a real é que não tô feliz apesar de tudo. 🤡

É nesses momentos que percebo como eu sinto falta de me colocar no mundo e de expressar o que eu tô vivendo. Me faz muita falta postar no blog, não só conversar com outras pessoas, mas também escrever e colocar para fora tudo da maneira que sempre amei: através dos posts. 

E sabe, isso vale mesmo que essa não seja lá uma postagem com grandes colocações filosóficas e nem nada do tipo, até porque faz tempo que abri mão de tentar fazer algo desse tipo, já que "é de mim para mim" e o que importa é que me preencha; o que, de fato, toda e qualquer postagem faz.

Faz, aliás, um bem imenso na minha vida. Seja na hora, com a dopamina liberada (nem sei se é endorfina ou dopamina, enfim, um desses compostos químicos da felicidade) quando eu venho aqui e vejo que "eu fiz isso por mim", ou quando depois de muito tempo, ou até no dia seguinte em que tô num momento atribulado eu paro e falo: "deixa eu ler o que escrevi no outro dia" e fico feliz de ver meus pensamentos materializados numa forma acessível para relembrar sempre que eu queira.

Isso me me dá um conforto muito grande e tem muito a ver com a minha personalidade. Eu gosto muito do que é certo, do que é conhecido. Gosto muito da ideia de "memória": de ter fácil coisas que me pertencem ou coisas que me são queridas. Por isso, ter o blog e acessar os meus pensamentos me dá uma paz enorme.

Bom, agora falando mais criticamente: eu tô numa fase intermediária da minha vida, eu diria. Próximo do fim de da faculdade, o que é maravilhoso já que esperei quase quatro anos para chegar nesse momento, mas ainda assim agora que está quase acabando, bizarramente, parece se prolongar cada vez mais.

De forma objetiva, tá chegando perto do fim. Querendo ou não, a gente tá em abril, ou seja, um quarto do ano já passou, mas ao mesmo tempo parece que tá longe de terminar essa porcaria.
Enfim, #fé que vai dar certo muito e que, em breve, eu esteja postando sobre como sou uma pessoa livre.

Agora chega o tema trabalho, porque parece que a minha vida tem revolvido somente entre trabalho e faculdade nos últimos tempos... O que é bem triste e um pouco deprimente, mas real.

Estou com perspectivas de mudar de emprego, algo muito louco de se pensar considerando que não faz nem um ano que... eu mudei de emprego (rindo de nervoso).
Sei lá, a roda da minha vida simplesmente parece andar de forma com que eu sinta necessidade cada vez maior de acumular mais e mais dinheiro.
Isso por si só é bem esquisito, já que nunca imaginei que eu seria uma pessoa que passaria tanto tempo se preocupando com questões financeiras. Só que acontece. E acontece porque tenho tantos tantos taaaaantos planos e, infelizmente, os planos precisam de dinheiro, além das contas aqui de casa que são cada vez maiores. Parece  que surge uma coisa nova a cada momento e a gente tem que se desdobrar pra cobrir, sabe?
Minha mãe não consegue guardar nada do salário dela e isso me enerva. Não sobra para ela poder guardar para se aposentar e isso faz com que ela não tenha seuqer perspectiva de poder se aposentar e acho isso horrível e inaceitável.

Cada vez mais surgem coisas que me fazem sentir que eu preciso ter mais dinheiro para conseguir realizar tudo que quero a fim de ter uma vida plena,  sabe? É um saco.

Eu sempre disse que "não ligo para onde ou com o que vou trabalhar, porque não vou me realizar através do trabalho e sim da minha vida pessoal" e que "quero trabalhar o mínimo tanto quanto possível para que eu possa aproveitar a minha vida", só que, para isso acontecer, preciso sentir que eu tenho essa abertura para viver.

E é bem foda, na real. Sinto que tenho que equilibrar uma série de coisas o tempo todinho. Desde os valores do meu psicólogo, o quanto eu preciso juntar de dinheiro para sair do país ou comprar um apartamento, ou a reserva de emergência pra caso os gatos precisem ir no veterinário de novo, além do que preciso contribuir em casa para que a minha mãe consiga usar o dinheiro dela para si e não para cuidar dos outros... São muitas variáveis que fazem com que eu não esteja me realizando na vida. Ao invés disso, estou sempre vivendo em função de trabalhar sem conseguir aproveitar os momentos em que eu tô fora da jornada, simplesmente não tá dando certo essa dinâmica.

Por essas e por outras é que tô pensando em procurar outra oportunidade de emprego. Na verdade, eu nem procurei essa oportunidade específica que me apareceu. Ultimamente tenho sempre olhando vagas pro Gabriel, que tá num emprego m**** (o conversor escreve merda com asteriscos hahaha) e não olhava para mim, porque querendo ou não eu tô ali na base salarial do mercado para minha área, então não tinha grandes perspectivas de aumento nem nada disso, a minha empresa é bem boa etc.

Porém, contudo, todavia surgiu essa oportunidade do Higor, meu ex-chefe, que eu não esperava e, bem, já falei milhões de vezes que as minhas chances de passar nessa vaga de especialista são muito baixas (e elas, de fato, são muito muito baixas considerando a pouca experiência que tenho), mas que se der certo vai ser uma guinada na minha vida.
Pensar em ganhar R$ 8k agora, o valor que eu coloquei como meta salarial  em até cinco anos, vai mudar drasticamente todos os meus planejamentos e, apesar de toda a carga de responsabilidade que vai vir junto com esse salário, acho que vai acabar me dando uma paz também, pra poder respirar e curtir minha vida presente sem pensar no quanto estou "gastando agora e prolongando a demora até ter fundos suficientes pra realizar os objetivos bla bla".

Aliás, isso é uma percepção que eu tive também graças aos tempos de pandemia, mas por conta da minha rigidez em seguir o passo-a passo até juntar todo o dinheiro para conseguir fazer a cirurgia, alcançar os sonhos pro futuro a médio e longo prazo, tralalá, acabei me podando muito e... Acabou que vou fazer 24 anos em menos de um mês e parece que não aproveitei quase nada. Não fiz viagens, não conheci muitas pessoas, não me realizei e não tô aproveitando.

Todo esse "não viver" é triste quando tudo que eu falo é sobre como "quero viver ao máximo e tenho vontade de mundo, etc", ao mesmo tempo em que quase diariamente não me permito experimentar nada. Eu não me dou esses espaços de vivenciar o tal futuro que nunca chega.

Esse é um questionamento bem real que que eu tenho feito. Não sei se é um quarter-life-crisis, ou inferno astral, eu sei lá. É até bom ter esse choque de realidade pra acordar pro fato de que posso estar gastando a minha vida trabalhando, sem me cuidar ou me valorizar o suficiente. Se eu morresse amanhã não me sentiria minimamente realizado, veria quase tudo como uma perda de tempo, então preciso fazer alguma coisa para mudar isso.

Por enquanto é isso, né? Para uma postagem só já falei muita muita coisa e agora vou ter que editar os grandes blocos de texto gerados pelo conversor. Quem sabe eu faça o texto da retrospectiva do ano nesse esquema falado/ditado. As chances são mínimas, mas tô jogando aí a ideia para mim mesmo no futuro haha.

Ou então vou esperar minha alta e gastar umas 15 horas para redigir a retrospectiva por completo. Tenho altas expectativas para mim mesmo, vai ficar muito incrível e vou ficar bem feliz de revisitar a postagem, assim como me sinto vendo a restrospectiva de 2020, que eu amoh.

E é isso. O que importa é que tô tentando melhorar a curto prazo e mudar as coisas tanto quanto posso, por hora não é muito até pelas limitações físicas, MAS a partir de maio o mundo que se prepare porque eu quero acontecer.

08/09/2016

É tanta coisa que nem sei mais

NÉ SALLY? VOCÊ DEVERIA LER BALÕESZINHOS DE FALA ANTES DE SAIR POR AÍ IMPULSIVAMENTE MATANDO A GALERA. PÔ.


Eu tinha muitas coisas pra dizer ultimamente, mas não deu tempo e agora, que tô aqui não me vem nada que preste.
Bom, vamos começar pela tristeza: terminei Half Lost. Gente. G-e-n-t-e. G E N T E. Porra né.
Assim, normalmente eu choro com livros etc e tal, mas esse foi um choque tão grande que até agora não tô conseguindo superar. Sei lá, foi como se uma parte de mim morresse, sabe?
Eu só queria um final feliz. Mas né, as vezes os escritores quando são muito bons decidem ser imprevisíveis e ATIRAR GRANADAS NOS CORAÇÕES DOS FÃS. Pois é. Ainda não consigo lidar com esse assunto, o que acho bem relevante já que nunca fiquei tão abalada com uma história.

Além disso cortei meu cabelo ~finalmente~ e, bem, tô tomando vergonha na cara pra várias coisas. A primeira é começar a pesquisar sobre disforia. Porque sabe, de uns tempos pra cá tem me incomodado esporadicamente essa coisa toda de gênero, certo? Eu nunca entendi direito, mas achava que era alguma fixação e empatia muito forte com os gays que me fazia ter essa vontade absurda de querer ser como eles, um cara. Mas aí com o tempo passando, as pesquisas sendo feitas e novos conhecimentos sendo adquiridos, descobri que existe a possibilidade de eu ser genderfluid. Pois é.
Ainda não tenho certeza, talvez seja mesmo só uma vontade que independa da minha identificação com gênero, mãs, talvez não.
Enfim, com tudo isso borbulhando na minha cabeça, depois de ficar uns bons dias agoniada e sem querer sair de casa resolvi vasculhar a internet a procura de modos de parecer mais masculina. Foi bem simples até, achei vários tutoriais pra crossplay e alguns sites que vendem binders etc etc e aprendi um monte de coisas.
Como grande parte das mudanças era feita com maquiagem, recorri ao Tomate, desabafei de leve sobre a questão e, bem, não sei direito como ele encarou tudo isso. Mandar mensagens as vezes dificulta conversas profundamente pessoais. A parte boa é que decidimos que vamos os dois nos maquiar e tentar incorporar os símbolos dos gêneros opostos. Ainda acho que ele não entendeu o quão complicada é a possibilidade de eu ser genderfluid, mas temos tempo pra isso até que eu chegue em alguma coisa concreta.
Com a maquiagem a comprar e o binder caro demais preu pagar no momento, faltavam as roupas e o cabelo, certo?
Bem, eu acho que consigo resolver as roupas com o que tenho, já que a grande maioria das minhas blusas é masculina levemente alteradas na costureira. Daí sobrou o corte e sério, não tô me cabendo de tanta felicidade. Ficou tãaaaaao melhor. Sei lá, adoro meu cabelo cacheado, mas não me dava essa versatilidade de parecer com o que eu quiser.
Sem mechas pra esconder as laterais do rosto voltei a ter motivação pra perder peso. Eu tava resignada nesse aspecto, até porque eu acho lindo gente gordinha, mas sabe, perda de peso também ajuda na hora de simular o masculino  então, lá vou eu de volta a vida de coisas mais saudáveis.
É algo muito bom, porque me estimula a fazer um mínimo de exercícios, o que ajuda minha coluna de velhinha de 93 anos, sem falar que acabo tomando muito mais água me alimentando direito (nada de leite com biscoito nas três refeições do dia, ai ai </3) etc e tal. Bem, meu corpo agradece e provavelmente minha vovó técnica em nutrição também haha.

Depois do baque do qual ainda estou sob efeito do fim de Half Lost, comecei a perceber o quanto eu me deixei de lado nos últimos meses. Fui parando de ligar, sabe?
Agora, tomei a decisão de fazer uma renovação, limpando todas as teias de aranha da cabeça e da vida e arrumando tudo direitinho.
Por enquanto, ou pelo menos por essa semana, sigo tentando melhorar as coisas seja interna ou externamente. Tomara que continue assim, talvez ajude a cicatrizar as feridas abertas.

23/08/2016

Pontualidade: aquilo que a gente não tem, mas espera dos outros

And pepople still ask why to love troye that much. Just please ˜


Então né.
Ai, cara, como eu amo escrever. Sério, as coisas acontecem de forma tão desordenada e frenética na vida e poder colocar tudo isso em símbolos e uma sequência me situa no universo, sério.
Hoje há algumas horas atrás o leão aqui tava surtandinho por que ia fazer um teste de inglês por telefone com uma moça do Canadá. Até aí ok, tudo nos conformes... A questão é que a moça não ligou depois de atrasar umas três horas e tal.
Aí com toda a minha confusão, afinal que eu saiba os canadenses são super certinhos e pontuais, fiquei com cara de tacho, até mandar um email e descobrir que a Lilah (cuja leitura do nome é "lílah" e não "lailah" para minha surpresa) trocou os horários e marcou mentalmente pra ligar aqui de acordo com o horário canadense, ou seja: ela ia atrasar 4h sem nem saber. 
Depois de tudo isso tô meio no ar sem saber se ela ainda vai me ligar ou se vamos deixar pra amanhã. De certa forma o desencontro foi uma coisa positiva, já que de tanto esperar acabei desencanando e agora, pelo menos por enquanto, não estou mais sentindo que vou vomitar minhas tripas junto com toda a ansiedade embolada dentro de mim.

Outra coisa legal que nem falei aqui é que aprovaram meu portfólio. Êee!
Depois de ignorar os emails da Patricia por quase uma semana ela resolveu ligar pra saber se eu tava viva e aí acabou falando com a minha mãe, o que culminou com uma conversa séria e eu mandando uns desenhos pra ela dar uma olhada sem compromisso e me dizer se dava pra fazer algo semelhante pra enviar como portifa. Ela achou os desenhos ok pra serem utilizados como "oficiais" e serem enviados para avaliação e como eu tava morrendo de medo de ter que desenhar qualquer coisa pra eles, melhor que fossem coisas feitas sem que eu estivesse sob pressão né.
Os caritchas aprovaram e fui afogada por um montão de documentos pra assinar, contrato pra ler, providências a tomar, enfim uma verdadeira enchurrada.
Aí lá vai a Camila ao banco, à gráfica rápida, à agência de câmbio e assim por diante. Todo mundo achou bizarro eu não comemorar a aprovação e tal, já que era algo que vinha me desesperando faz tempo, mas sei lá, surgiram tantas outras preocupações que nem parecia algo relevante pro momento.
Claro que me senti muito mais confiante, afinal de contas um selinho de aprovação é sempre bom pra tirar a gente do cesto de lixo no qual nós mesmos nos colocamos. Só que até que me venha a confirmação de que está tudo acertadinho, não sou capaz de comemorar.

Estou bem feliz até, lendo bastante <3. Descobri que meu mais novo livro da vida é, surpreendentemente, Dois Garotos Se Beijando. Olha, mal tenho palavras pra dizer o quão preconceituosa eu fui com esse livro. Primeiro vem o fator capa horrorosa, que vamos combinar é bem difícil de lidar. Depois por mais que você tente filosofar e refletir sobre o título, nem de longe vai conseguir imaginar uma fraçãozinha do quão maravilhoso e denso é esse chuchu.
Sério, em 20 páginas eu já tinha chorado copiosamente 5 vezes, além de grifar 80% dessas mesmas páginas. 

É. Demais.

Primeiro porque aborda lindamente a comunidade LGBTQIA de forma muito real e muito MUITO tocante. Além disso tem também o fator: escrita maravilhosa de David Levithan, que é algo que todos deveriam se enteirar, porque o cara é in-crí-vel. Pra fechar o pacotinho da perfeição com chave de diamante, vem o modo como ele aborda a morte e complexos, traumas, depressão e , ai, tudo <3. 
Bem, não posso falar muito mais porque acabei fazendo uma pausa, já que não vou poder ler no ônibus algo que me faz chorar a cada capítulo. Sério, acho que esse vai ser meu presente pra todas as pessoas nos próximos 50 anos.

Muita coisa pra falar num post em que o intuito era só comentar da minha angústia momentânea em breve a ser solucionada. 

Por enquanto é só.

29/06/2016

Vísceras aos sábados


Ai, olha... Tá foda, viu?
Tô com uma vontade enorme de escrever compulsivamente, só que as coisas são tantas e tão diversas que não sei por onde começar, nem sequer como escrever tudo. Meus dedos tão até confusos e toda hora apertando as teclas erradas, os botões errados. Ê laiá.
Então, minha vida tá um marasmo. Isso e dor de estômago. Odeio ficar doente. Acho que todo mundo odeia, mas assim EU ODEIO BASTANTE. Sou boa nisso, sabe? Odiar as coisas, então algo que já é comumente tido como indesejado se torna um monstro de 15 cabeças pra mim.
Peguei um resfriado por ser besta o suficiente a ponto de ter tirado a blusa de lã da mochila e estou a quatro dias sentindo que estou morrendo mais rapidamente do que o normal. Que. Chatão.
Mas além disso, tá tudo indo. Nem sei direito se ainda tô indo pra algum lugar, seja ele qual for. Meu curso de desenho acabou, então a partir dessa semana abençoada (em que hei de me curar) terei meu primeiro sábado livre. ~yay~ 
Nunca imaginei que isso seria algo tão animador. Não ter os sábados bagunça meu cérebro e me deixava completamente sem noção da passagem do tempo, sem falar da quantidade de momentos que eu poderia ter passado feliz com os meus amigos e que tive que cancelar por causa dessas aulinhas chatas. Se valeu a pena? Sim, foi uma experiência dura e de certa forma ajudou a evoluir, mesmo que tenha sido me obrigando a procurar aulas particulares (o que, de fato, teve efeito). Não vou mentir, fiquei quase todos esses sábados meio deprimida e frustrada, mas foi bom ter passado por tudo isso. Me fortaleceu bastante pras dificuldades futuras e, espero, pra vida como profissional mulher no meio artístico que notei recentemente ser tão machista. É, teve lá seus pontos positivos.
Outra coisa é que estou quase com o computador completo. Comprei um Mac mini e como era de se esperar passei por uma crise de "como pude comprar algo dessa maldita marca, ó meu Deus??". Ando num processo de aceitar e lidar da melhor maneira possível, mas ainda é incômodo pensar nisso por muito tempo. Enfim, vou ter um equipamento bom pra trabalhar e isso é ótimo... Só preciso me dessensibilizar e usar esse bentido treco. É... Vou conseguir, é um processo.
Eu ainda tenho muito por escrever, mas meu estômago tá apertando minhas vísceras no momento e não consigo me concentrar. Cara, saudades ser saudável. Já volto pra cá, acho.

05/06/2016

Várias coisas [haha]


Descrevendo precisamente minha vida nas últimas 3 semanas.

NATH, então tô me sentindo péssima por praticamente abandonar nossas conversaiadas lindas e imensamente queridas, mas no momento eu tô tão confusa e perdidona que assim, não ache que está incomodando se me mandar audios do nada a qualquer hora em qualquer dia, viu? Aliás, eu até diria que é uma ótima coisa a ser feita porque aí consigo responder e fazer algum contato nem que seja mínimo (tô treinando isso de desapegar pra falar audio em lugares públicos, então vou gradualmente conseguindo te responder mais rápido também).

É que acho que minha chavinha finalmente virou. O que é isso? Bem, de 80 a 95% dos professores de desenho acreditam na filosofia de que, depois de um certo tempo treinando aparentemente sem alcançar sucesso ou evolução alguma, a chave mental destrava de repente seu cérebro e aí você avança bruscamente e têm sua tão sonhada evolução. 
Lógico que não é uma coisa lvl 1 pra lvl 15, mas né, indo pro lvl 5 já fico com lágrimas de alegria.
Então, como eu disse, minha chave FINALMENTE resolveu abrir minha cabecinha pro avanço tão tão esperado e com isso acabei triplicando a quantidade de desenhos que faço normalmente, porque como não é mais torturante fazer isso e ver só porcarias, me sinto mais confortável pra produzir mais.
O problema com isso tudo é que diminuí mais ainda o tempo livre. Já não tenho os finais de semana livres, né, só que usando meu tempo livre pra desenhar me deixa praticamente com 0 lazer o que é meio ruim... MAS, estou contornando isso fazendo o máximo possível pra sair com pelo menos uma pessoa por semana, por umas horinhas como se fosse um curso, o que não interfere muito no treino e tal. Tá difícil até responder mensagem. Meu professor conseguiu que eu falasse com um ex-aluno dele que foi fazer faculdade no Canadá e tá morando lá e o moço foi mega simpático e falou "ah, pergunta quando quiser que eu tô aqui" e quem disse que a camila voltou a falar com ele depois do "oi"? É, pois é. Tá foda.

A parte boa é que em julho vou ter férias de um monte de cursos e aí vou poder finalmente tentar colocar as coisas em ordem. Enfim, tava me sentindo mal por sumir sem explicação nenhuma e, ave maria né? Ninguém aguenta esse ritmo sem nem desabafar haha.

Bom, é  isso. AH, tô lendo a trilogia do Werber das Formigas e é sensacionaaaaal. É meio assustador, porque têm uns fatos malvadões sobre as formigas que me deixaram traumatizadinha a ponto de adicionar na minha lista de "rezo sempre para não morrer de modo" ser devorada por formigas. Bem bem medonho. Mesmo. Ainda assim é maravilhoso e recomendo a leitura pra todos no universo. Tô mó feliz porque mês que vêm chega minha trilogia gostosona de Half Bad e já tenho 4 livros novos esperando em casa. Ai, me dá uma paz saber que não preciso ficar caçando livros, minha nossa.

Certo, tô com muito muito sono. Vou indo.

15/04/2016

Dialeto gay e mais sono e revelações e mais sono


MEU DEUS, ACABEI DE PERCEBER QUE ESTOU ME TORNANDO A CADA DIA MAIS HIPSTER POR OSMOSE CIBERNÉTICA =O.

Mas gente, não é todo dia que vêm uma revelação dessas, não é mesmo? Uau.
Olha pra mim: layoutzinho clean, imagens de post com paleta de cores opaca e suave, quotes hipsterísticos quase sempre com a mesma tipografia, gosto desde sempre mais voltado para indie e alternative. Resumindo::::::: COMO NÃO VER OS SINAIS?

É, cara, a vida te transforma em hispter sem você perceber e quando dá por si, já foi. Tá aí no mundo, sendo diferente num grupo de iguais que buscam originalidade (inalcançável, considerando que todos agem da mesma forma, mas enfim). Que doideira.
Não que me incomode, porque acho lindo o estilo em questões estéticas, mas sei lá, mais uma faceta pra listinha das minhas constelações.

Nem era isso que eu ia falar haha. Então, sobre dialeto gay né, vamos falar disso. Sempre fui meio chatinha pra isso, porque sempre achei meio apropriação usar gírias e palavras próprias do dialeto da comunidade LGBT+ assim generalizadamente. Só que se for parar pra pensar, a gente nunca sabe quando a pessoa é integrante das minorias ou não, a menos que ela deixe bem explícito, o que nem sempre ocorre e a gente não tá aqui (em tese, só que óbvio que não respeitamos tese alguma) pra julgar ninguém. Daí, depois dessa reflexão parei de criticar mentalmente quando pessoas aparentemente hétero usavam viado/bicha/boy/mona/etc no meio da conversa. SÓ QUE: eu não usava esses termos, não normalmente. E agora tô com mania! É um saco, porque mesmo não ligando pro fato de outras pessoas fazerem isso e até mesmo eu fazer parte da comunidade não me sinto muito no direito.
Daí de novo entra meu entendimento de que "todo mundo deveria poder se expressar visual ou verbalmente da forma que quiser desde que não ofenda/prejudique os outros" e aí fica aquela coisa: usar expressões do dialeto gay prejudica/ofende alguém? Sem falar que eu me refiro a gay como generalizadamente toda a comunidade, mas não sei se fica subentendido... Enfim.
Tô meio bolada com essas coisas. Principalmente hoje, depois de assistir um monte de vídeos sobre apropriação cultural e tal, tô com a cabeça fervilhando sobre essas pautas que, confesso, requerem muito muito tempo pra que eu chegue a um posicionamento consciente.
É tudo tão problemático e polêmico atualmente. Acho isso bom, porque é maravilhoso que finalmente tiremos as vendas pra olhar o lado feio das coisas que antes considerávamos "inofensivas" e "aceitáveis". O problema é se estruturar e formar direitinho suas opiniões pra tudo e todos. Sei lá, amo ler sobre feminismo, pautas lgbt+ e militância racial, só que tem tantas vertentes e "verdades" que me enlouquece. A parte que mais me dificulta a vida é militância racial mesmo, principalmente por ser branca e ter crescido num núcleo familiar particamente desconstruído de preconceitos (subentende-se eu e minha mãe, porque é). MAS não quero falar disso aqui, me cansa e eu só quero me desestressar o blogger diz que essa palavra não existe, mas né, neologismo nele não ficar nesse loop semi-infinito de descobrir como enxergar o mundo.


Meu, olha isso, é muito meiguinho aaaaaah <3
(e olha que ele tá fumando haha. sobre a arte de ser fofo até com canudinhos de câncer)


Bom, outras coisas ~

Tive que tirar minha maçã linda do post antigo porque enquanto não sair o vídeo não posso divulgar nada, shit </3. Deu tudo certo com meu "teste" de animação e agora estou quase que oficialmente contratada como animadora/ilustradora/diretora de arte de um projetinho fofíssimo. 
Se eu vou morrer de tanta coisa pra fazer? Certamente, mas né, vai pagar minhas contas (que no caso são mais um curso de desenho pra me ajudar no primeiro curso de desenho,, porque a vida não tá fácil pra ninguém) e meus gastos gerais com saídas, comida, roupas/livros e presentes. É pois é, tô me sentindo, hahah.
É muito louco isso. Saber que vou trabalhar em alguma coisa pra valer, que não vai só ser avaliada e pronto. Como é um mundo novo animar pra mim (pelo menos nesses termos) tô com um certo frio na barriga, mas vou fazer dar tudo certo, nem que tenha que passar todos os dias dos próximos meses dormindo 4h 24/7. Vou sofrer, óbvio. Vou aprender pra caralho, óbvio também.

Ainda tenho o maldito clipe pro curso de CG, mas isso é (no momento) o de menos, já que produzi bastante e estou cansada demais hoje pra fazer qualquer coisa a mais nele. Olha, depois desse curso acho que nunca mais vou querer fazer cursos que me exijam trabalhos chatos e desinteressantes. 

Vou deixar a Emily aqui só pra ilustrar infimamente o trabalho gigante que tô tendo pra vetorizar trocentas imagens pro clipe.


Parece besta, mas multiplica esssa carinha no illustrator por mais 30 desenhos diferentes que variam desde um balão pra uma pista de dança retrô. CANSA PRA CRL.

 Me deixa irritada só de pensar nesse projeto. Quando eu acabar vai ser uma glória tão grande. Tá quase pior que o calhambeque do técnico. Cheguei a falar dele? Nem sei, só digo que era um carrinho de brinquedo estilo primeiros carros produzidos e ele era cheeeeeio de detalhes, até nas rodas e meu, absolutamente tudo detalhadíssimo e com nuances de cor etc e tal. Meu trabalho por 2 meses foi vetorizar aquele carro inteiro e fazer as rodas dele rodarem. Lembro que o meu foi o melhor dentre todos os anos, mas olha: se não fosse tava foda também, porque me matei pra faze aquela troça. 
Já isso aqui não sei se vai ser o melhor, imagino que não. Minha dedicação agora não tá exclusiva e meu bom humor bem limitado então só de sair alguma coisa já to satisfeita. Quando eu terminar posto aqui. Vou colocar no youtube, sei lá.

Cansei. 
Buenas noches ~
(fiquei nostálgica lembrando de quando era menor e a gente falava palavrinhas em espanhol cotidianamente na família...ai ai bons tempos).